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Mundo Fundo russo pede prazo de 48 horas para decidir se enviará a vacina Sputnik V ao Brasil

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O Consórcio Nordeste já tinha anunciado a previsão de chegada de 1 milhão e 145 mil doses pra próxima semana, dia 28, no aeroporto de Recife-PE

Foto: EBC
O Consórcio Nordeste já tinha anunciado a previsão de chegada de 1 milhão e 145 mil doses pra próxima semana, dia 28, no aeroporto de Recife-PE. (Foto: EBC)

Em reunião com governadores do Consórcio Nordeste, nesta quarta-feira (21), o Fundo Russo Krill Dmitriev pediu um prazo de 48 horas pra decidir se vai mesmo enviar as vacinas Sputnik V ao Brasil.

Na terça-feira (20), o Consórcio Nordeste já tinha anunciado a previsão de chegada de 1 milhão e 145 mil doses pra próxima semana, dia 28, no aeroporto de Recife-PE. Porém, na reunião desta quarta-feira, os russos informaram aos governadores que precisam pensar mais sobre o assunto.

A justificativa, segundo o Consórcio Nordeste, é de que o Ministério da Saúde tem demonstrado que não vai incluir a Sputnik V no PNI (Programa Nacional de Imunização). Em entrevista coletiva nesta quarta-feira, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse que tanto a vacina russa quanto a indiana Covaxin não devem estar no PNI, porque o país já garantiu 600 milhões de doses de outras vacinas contra a Clovid-19.

Queiroga lembrou ainda que as duas vacinas enfrentam dificuldades na Agência Nacional de Vigilância Sanitária. No dia 4 de junho, a Anvisa liberou as vacinas para uso emergencial, mediante a uma série de restrições. Entre elas, somente adultos saudáveis podem ser vacinados com os imunizantes.

No caso da Sputnik V, a Anvisa autorizou que estados importassem um quantitativo para vacinar no máximo 1% de sua população. A compra de 37 milhões de doses do imunizante foi fechada por 17 Estados.

Obstáculos

Na última segunda-feira (19), o Consórcio Nordeste, presidido pelo governador do Piauí, Wellington Dias (PT), enviou um ofício para o Ministério da Saúde cobrando uma posição da pasta. Após a reunião com os russos, Dias disse, em nota:

“O esforço dos governadores do Brasil para que a gente tenha mais vacina tem sido uma corrida de obstáculos! A gente vence um obstáculo, e aí aparece outro obstáculo. Ora é a Anvisa, ora é uma posição do Ministério da Saúde, como aconteceu agora. Por isso que oficializamos pedindo um posicionamento. Hoje, na agenda com os russos, depois que estava tudo já acertado para a próxima semana termos a entrega das vacinas, eles colocaram que precisavam avaliar sobre essa situação do Ministério em um prazo de 48 horas, e nós pedimos para que ficasse mantido o cronograma de entrega, para que a gente possa rapidamente estar trabalhando mais vacina para mais vacinação e ao mesmo tempo salvar vidas no Brasil”.

Sobre as críticas do governador, a assessoria de imprensa do Ministério da Saúde respondeu reafirmando as declarações do Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, sobre as dificuldades do imunizante junto à Anvisa.

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