Terça-feira, 26 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 17 de dezembro de 2023
A Fifa (entidade máxima do futebol) e a Conmebol querem observar de perto o que está acontecendo na CBF (Confederação Brasileira de Futebol). Ambas as entidades não estão nem um pouco satisfeitas com a intervenção determinada pela Justiça do Rio de Janeiro na CBF. Seus dirigentes pretendem vir ao Brasil para analisar a situação. E voltaram a ameaçar o futebol brasileiro por causa da interferência externa.
“A Fifa e a Conmebol gostariam de expressar a sua preocupação em relação a estes últimos desenvolvimentos e gentilmente lembrar a todas as partes interessadas relevantes que a CBF tem a obrigação legal de gerir os seus assuntos de forma independente e sem influência indevida de terceiros (cf. art. 14 par. 1 i) e art. 19 dos Estatutos da Fifa’’, reiteraram as entidades por meio de nota enviada à CBF. “Neste contexto, informamos que, caso as ações tomadas pelas autoridades judiciais competentes sejam consideradas como constituindo interferência indevida no sentido dos estatutos, a Fifa e a Conmebol não poderão ter outra alternativa de ação senão aplicar as sanções relevantes sobre CBF.”
Nessa saia-justa, o interventor, José Perdiz de Jesus, afirmou que fará “mínima interferência desportiva” na CBF. O dirigente teria 30 dias para realizar eleições na entidade, mas Fifa e Conmebol pediram que um novo pleito só ocorra após visita ao Brasil, prevista para janeiro.
A Fifa tem histórico de aplicar punições por ingerência externa nas federações, com base em seu estatuto. As penas vão de advertência a suspensão. Mas jamais penalizou um país da envergadura do Brasil. Em julho de 2014, por exemplo, suspendeu a Nigéria de competições (clubes e seleções) por “interferência governamental” na federação do país. Levantou a suspensão quando a situação se normalizou.
Pelo mesmo motivo, o Kuwait foi suspenso duas vezes, em 2007 e 2015, e a Índia foi impedida de competir no ano passado.
Na sexta-feira (15), José Perdiz se reuniu com representantes de diversos clubes das Série A e B para tentar baixar a temperatura. “Foi mais uma reunião importante, em que levei uma mensagem de tranquilidade e transparência aos clubes. Essa tem sido a minha mensagem a todos. Tenho recebido representantes de clubes de várias séries e também de federações”, disse Perdiz. “Tenho conversado com profissionais da CBF de todas as áreas que fazem essa entidade funcionar, levando a todos a clareza da minha missão aqui, como presidente em exercício.’’ As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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