Segunda-feira, 14 de Junho de 2021

Porto Alegre
Porto Alegre
16°
Fair

Política Futuro ministro da Saúde, Marcelo Queiroga teve passagem relâmpago pelo Republicanos, do Centrão

Compartilhe esta notícia:

A legenda recebeu o pedido de filiação em março do ano passado, mês em que a OMS caracterizou o coronavírus como pandemia

Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Queiroga é o quarto ministro a ocupar o cargo desde o início da pandemia do coronavírus no Brasil. (Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

O futuro ministro da Saúde Marcelo Queiroga teve uma passagem relâmpago pelo Republicanos, um dos principais partidos do chamado “Centrão”, antes de ser indicado para o comando da pasta hoje liderada pelo general Eduardo Pazuello.

A legenda recebeu o pedido de filiação, pelo Estado da Paraíba, em março do ano passado, mês em que a OMS (Organização Mundial da Saúde) caracterizou o  coronavírus como pandemia.

A solicitação foi acatada em 17 de março de 2020, segundo dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). No site do TSE, ele ainda consta como membro do partido. Mas em 5 de janeiro deste ano, dois meses antes de ser indicado para o ministério e sem completar dez meses como um associado, seu nome foi retirado do Republicanos “a pedido do eleitor”. As informações foram confirmadas pelo líder do partido na Câmara, Hugo Motta (PB). O deputado disse que o cadastro no site do TSE está desatualizado.

A passagem do futuro ministro pelo partido foi uma surpresa para o presidente do Republicanos, Marcos Pereira (SP). O deputado disse que desconhecia a informação e garantiu que não houve influência do Republicanos nessa indicação.

Em meio ao momento mais crítico da pandemia no Brasil, Queiroga ainda não assumiu o Ministério da Saúde porque não se desvinculou das empresas das quais é sócio: Cardiocenter Centro de Diagnóstico e Tratamento das Doenças Cardiológicas e Centro de Cardiologia Não Invasiva da Paraíba, ambas localizadas em João Pessoa (PB). Em uma delas, ele consta como administrador.

Uma lei de 1990 proíbe que servidores públicos sejam sócio-administradores de empresas privadas, informação que pode ser obtida pela Receita Federal.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Política

Procuradoria-Geral do Estado recorre para garantir aplicação do modelo de cogestão no Rio Grande do Sul
Por pandemia, Brasil cai doze posições em ranking global de felicidade
Deixe seu comentário
Pode te interessar