Quarta-feira, 27 de maio de 2026

Porto Alegre
Porto Alegre, BR
18°
Mostly Cloudy

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Mundo Garçom que atendeu Bolsonaro em churrascaria dos Estados Unidos é de centro-esquerda, mas respeita ideologias

Compartilhe esta notícia:

Franklin Oliveira, garçom de churrascaria no centro de Miami, ao lado de Bolsonaro. (Foto: Franklin Oliveira/acervo pessoal)

O fluminense Franklin Oliveira, 34 anos, é escritor e tem mais de 215 mil seguidores em sua página de Facebook, “Romancista Iludido”. O emprego que sustenta a vida de escritor, no entanto, é em uma churrascaria brasileira do centro de Miami, onde hoje ele recepcionou e o presidente Jair Bolsonaro e seus convidados.

Franklin se define como de centro-esquerda, diz que fez campanha para Ciro Gomes e apoiaria Fernando Haddad no segundo turno, se tivesse votado.

“Para mim, foi um prazer receber o Presidente da nossa república [hoje].”

Apesar da ideologia política à esquerda, Franklin conta que foi o escolhido para recepcionar o presidente porque respeita todos e nunca chegaria na mesa do presidente gritando “Lula Livre”.

Havia mistério sobre o almoço com um convidado especial para 40 pessoas desde há duas semanas, e ontem, quando funcionários do governo foram fiscalizar o restaurante para ver questões de segurança, ficou claro quem seria ele. Franklin diz, no entanto, que, durante o almoço, não falou sobre suas preferências políticas com Bolsonaro.

“Eu posso atender aqui o Trump, ou a Dilma ou o Lula, vou atender da mesma forma como se fosse a mesma pessoa. Meu relacionamento é um aqui, da porta pra fora é outra coisa. Vou atender da melhor forma, seja de esquerda ou de direita, extrema esquerda, extrema direita, pra mim não importa, todos tem que ser tratados com educação.”

Franklin diz que atenderia “até o Fernando Henrique Cardoso”, que é “a pessoa que mais tenho ranço em toda minha vida política”.

“Eu passei necessidade muito grande na minha casa. Eu sou da Chatuba de Mesquita, Rio de Janeiro, de família pobre. O governo dele foi o pior que nossa família passou.”

Antes de mudar para Miami, o escritor era bancário no Rio de Janeiro, onde esteve recentemente para o carnaval e acompanhou a Beija Flor de Nilópolis. Durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, frequentou a faculdade formou-se em pedagogia e conseguiu melhorar de vida.

“Quando Lula foi solto, soltei fogos. Não defendo tanto Dilma, mas defendo Lula. Lula foi quem me deu oportunidade, educação, melhorar de vida. Se eu estou nos Estados Unidos hoje foi graças ao Lula”, diz Franklin, explicando que o emprego de bancário o levou a conhecer a esposa cubana com quem veio morar nos Estados Unidos.

Franklin fez uma introdução sobre o restaurante para recepcionar o presidente, mas não foi o responsável por servir a comida. Para isso, foram selecionados dois garçons alinhados politicamente a Bolsonaro. Durante o almoço, o presidente falou sobre a Amazônia e criticou novamente o ator Leonardo Di Caprio.

Entre os convidados, além de Emerson Fittipaldi e Eduardo Bolsonaro, estavam pastores evangélicos brasileiros da Flórida e locais que apoiaram o presidente durante sua campanha. Os convidados consumiram bebidas, churrasco brasileiro, pudim de leite e salada de frutas, mas só a conta do presidente foi paga pelo consulado. Michelle Bolsonaro tomou água com gás, Bolsonaro Coca-Cola e o General Heleno, uma taça de vinho Malbec. Bolsonaro desceu para se servir no buffet de saladas do primeiro andar, onde foi aplaudido pelos outros convidados e conversou por cerca de dez minutos.

“Aqui 90% são a favor dele, essa é a realidade”, diz Franklin.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Mundo

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Em um jantar nos Estados Unidos, Donald Trump disse a Bolsonaro que o Brasil “deu uma virada” e “está fazendo as coisas bem”
O Estado norte-americano de Nova York decretou situação de emergência para enfrentar o coronavírus
Pode te interessar