Quarta-feira, 17 de agosto de 2022

Porto Alegre
Porto Alegre
20°
Fair

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail ou WhatsApp.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Flávio Pereira Germano Rigotto defende que MDB decida “sem emocionalismo” sobre candidatura ao Piratini

Compartilhe esta notícia:

O ex-governador Germano Rigotto defende a aliança com o PSDB "para continuarmos o programa de reformas". (Foto: Divulgação)

O ex-governador Germano Rigotto disse ontem que “o MDB gaúcho precisará decidir domingo, sem passionalismo, o que o partido deseja para o futuro”, referido-se à decisão sobre candidatura própria ao governo do Estado. Em telefonema ao colunista, Rigotto conversou sobre o tema e autorizou a publicação de suas impressões. Ele vai direto ao ponto ao afirmar que “a decisão será nossa: se queremos a candidatura própria, ou se faremos uma aliança que viabilize a continuidade das mudanças realizadas no estado nos dois últimos governos. Entendo que seria um erro interrompermos esse processo agora”. O ex-governador, que coordena o plano de governo da pré-candidata à presidência da República Simone Tebet, ao lado do senador Tasso Jereissati (PSDB), pré-candidato a vice, lembra que “o próprio PSDB, que sempre teve protagonismo na eleição presidencial, abriu mão de uma candidatura própria, para ficar conosco, por acreditar na possibilidade de criarmos uma terceira via”. Explica que “da mesma forma que eu entendo que precisamos quebrar a polarização nacional, mesmo sabendo que isso é difícil mas não impossível, também defendo que o centro não se divida no Rio Grande do Sul”.

“As circunstâncias são outras”, diz Rigotto, sobre a sua eleição e a de Sartori

Rigotto avalia que “hoje, faltando alguns dias para o domingo, eu diria que a candidatura própria seria vencedora dentro do partido. A campanha do deputado Gabriel Souza mobilizou as bases e se consolidou. As bases sempre lembram que o MDB elegeu 4 dos 10 governadores desde o processo de redemocratização e recordam que eu e Sartori largamos atrás e vencemos as eleições. Mas o que eu tenho a dizer é que hoje as circunstâncias são diferentes. Precisamos analisar a realidade: iremos em uma campanha solo? quem serão nossos aliados? Qual será nosso tempo de propaganda no rádio e na televisão? Hoje, temos a possibilidade de prosseguir o projeto de modernização do estado, numa aliança com o PSDB e o Cidadania, que terá também o União Brasil e o PSD. Precisamos decidir com os pés no chão. Acredito que esta não pode ser uma decisão emocional ou passional”.

Decisão do diretório não será instância final

Analisando friamente os números, há uma boa possibilidade de a proposta da aliança com o PSDB de Eduardo Leite e retirada da candidatura própria ao Piratini ser aprovada pelo diretório do MDB neste domingo. Porém, esta decisão precisará ser referendada pela convenção estadual dia 31 de julho. Se for este o cenário – derrota da candidatura própria pelos votos do diretório – o vereador Cezar Schirmer vai disputar a convenção. Neste caso, o cenário seria imprevisível.

A choradeira dos prefeitos em Brasília

A choradeira dos prefeitos em Brasília é muito grande. Desde segunda-feira, mobilizados pela Confederação Nacional de Municípios, milhares de prefeitos pressionam senadores e deputados para que impeçam a aplicação de novos projetos que resultem em aumento de despesas, tal como já ocorreu com a redução do ICMS sobre combustíveis, energia e telefonia. O problema é que a redução de impostos, que é alegria para o contribuinte significa tristeza para prefeitos e governadores. 0 presidente da Confederação, o gaúcho Paulo Ziulkoski costuma fazer cálculos catastróficos nestas ocasiões para comover deputados e senadores. Ele avalia que se os prefeitos tiverem de pagar os pisos de enfermeiros, magistério, garis e outras categorias, o prejuízo somado às reduções de impostos, passa dos R$ 73 bilhões até o final dos atuais mandatos.

Melo preocupado com o colapso no transporte público

Numa outra frente, o prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo (MDB), contabiliza um resultado positivo dos contatos que fez em Brasília, sensibilizando o governo a repassar para os municípios, o subsídio para os idosos no transporte público. Melo integra a FNP (Frente Nacional dos Prefeitos) que desde o início da pandemia de covid-19, no primeiro trimestre de 2020, intensificou os pedidos de maior participação do Governo Federal na mobilidade urbana prevendo o que de fato ocorreu em diversos sistemas de ônibus: colapso com fechamento de empresas, diminuição da frota e paralisação das linhas.

Jair Soares lembra a eleição de 1982

O ex-governador Jair Soares comentou com o colunista um fato curioso sobre a eleição que ele venceu em 1982 pelo PDS. Aconteceu um fenômeno entre os candidatos à Assembleia Legislativa: Adylson Motta, um nome desconhecido, foi o deputado estadual mais votado, com 53.870 votos. Jair Soares explica que “esta votação do Adylson só ocorreu porque todos sabiam que ele era meu amigo de confiança e seria meu chefe da Casa Civil, caso eu ganhasse a eleição”. Mais tarde, Adylson Motta foi eleito deputado federal e, em seguida, indicado para ministro do Tribunal de Contas da União.

No Senado, sem CPI

A existência de pelo menos cinco requerimentos solicitando a criação de CPI para investigar o MEC e outros pedidos para investigar áreas diversas, levou o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, a anunciar que antes das eleições, nada será liberado. Como havia um pedido da base do governo para que fosse aprovado o primeiro pedido, com maioria de assinaturas governistas, a proposta de adotar a ordem cronológica causou polêmica. Por ampla maioria dos líderes, ficou acertado que a instalação de todas CPIs deve acontecer após o período eleitoral.

Lei amplia prazo para reembolso de eventos cancelados na pandemia

O presidente Jair Bolsonaro sancionou com vetos a Lei 14.390/22, que prorroga novamente as regras para os organizadores cancelarem ou remarcarem eventos turísticos e culturais prejudicados pela pandemia de covid-19. A medida dá novo fôlego ao setor de eventos, um dos mais abalados pelo fechamento de atividades durante a pandemia. A nova lei foi publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (5). Assim, o consumidor que optar pelo crédito de serviço ou evento adiado ou cancelado até 31 de dezembro de 2022 poderá usá-lo até 31 de dezembro de 2023. Se optar pela remarcação da data, o prazo será o mesmo.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Flávio Pereira

Vazamento de nova delação de Marcos Valério reforça pedido da CPI do Narcotráfico
Diretório deve aprovar retirada da candidatura do MDB e apoio a Eduardo Leite
Deixe seu comentário
Pode te interessar