Quinta-feira, 18 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 29 de maio de 2020
Dimenstein lutava contra um câncer desde 2019.
Foto: Reprodução/TwitterO jornalista e escritor Gilberto Dimenstein morreu em São Paulo nesta sexta-feira (29) aos 63 anos. Ao longo de sua trajetória, publicou mais de 10 livros e lutava desde 2019 contra um câncer no pâncreas.
“Morre hoje, 29, o jornalista Gilberto Dimenstein. A luta contra o câncer levou o fundador da Catraca Livre, mas sua determinação em construir uma comunidade mais igualitária, saudável e gentil, continua nesta página”, diz uma postagem publicada no perfil do Catraca Livre, do qual era fundador, nas redes sociais.
Em abril, o jornalista disse em um vídeo publicado em redes sociais, que vivia o momento mais difícil de sua vida. Ele deixa dois filhos, um neto e a esposa.
Gilberto Dimenstein nasceu em 28 de agosto de 1956, em São Paulo, filho de pernambucano de origem polonesa e de uma paraense de ascendência marroquina. Formado em jornalismo pela faculdade Cásper Líbero, Dimenstein fez sua carreira jornalística no jornal Folha de S. Paulo, onde trabalhou 28 anos. Foi comentarista da Rádio CBN. Em julho de 2009, criou a Catraca Livre, quando sentiu a necessidade de agrupar, em uma única plataforma, os eventos culturais gratuitos da cidade de São Paulo.
Dimenstein ganhou dois Prêmios Esso de Jornalismo – em 1988, na categoria Principal, com a reportagem “A Lista da Fisiologia”, e, no ano seguinte, na categoria Informação Política, com “O Grande Golpe”, ambas publicadas pela Folha de S.Paulo -, dois Prêmios Líbero Badaró de Imprensa e o Prêmio Jabuti de Literatura de Melhor Livro de Não-Ficção em 1993, com “O Cidadão de Papel”.
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