Terça-feira, 29 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 4 de fevereiro de 2026
Nos últimos dias, um procedimento judicial que menciona o nome do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), começou a tramitar no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Segundo o documento, o chefe do Executivo local estaria envolvido em atos suspeitos relacionados a negócios envolvendo o Banco Regional de Brasília (BRB) e o Banco Master, ambos sob suspeita de prejuízos bilionários. A informação foi divulgada pela revista Veja.
O caso foi distribuído por sorteio à ministra Isabel Gallotti, que agora tem a responsabilidade de conduzir as investigações no tribunal. O material recebido já foi encaminhado à Procuradoria-Geral da República (PGR), que agora deve definir as diligências a serem realizadas para aprofundar a apuração dos fatos.
Até o momento, não está claro se o trecho do procedimento que envolve Ibaneis está relacionado ao inquérito que já tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) sob a condução do ministro Dias Toffoli, ou se faz parte de uma linha de investigação distinta no âmbito do caso Master.
No centro do escândalo está o uso de prestígio político pelo banqueiro Daniel Vorcaro para viabilizar operações que teriam causado prejuízos significativos aos cofres do BRB. No procedimento que chegou ao STJ, há menções a supostas tratativas em que o nome do governador é citado como interlocutor em negociações ligadas ao Master.
Ibaneis Rocha nega qualquer relação com as irregularidades atribuídas ao Banco Master, mas seu nome aparece em depoimentos, inclusive em declarações prestadas pelo próprio Vorcaro, que mencionou ter tido conversas com o governador tanto em sua residência quanto na casa oficial do chefe do Executivo do DF.
Crime Organizado
O presidente da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Crime Organizado, senador Fabiano Contarato (PT-ES), informou na terça-feira (3) que vai pedir a convocação do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), para falar sobre o Banco Master.
Se a solicitação for aprovada pelo colegiado, Ibaneis será obrigado a comparecer. Convidado a ir à sessão da CPI desta terça, Ibaneis enviou um ofício informando que mandaria o secretário de Segurança do DF, Sandro Avelar, para representar o seu governo. Porém, quem compareceu foi o número 2 da pasta, o secretário-executivo Alexandre Patury.
“Por esse motivo, a sessão desta terça-feira da CPI está cancelada. O presidente da CPI irá apresentar requerimento para convocação do governador Ibaneis Rocha à comissão”, informou a assessoria do senador.
O relator da CPI, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), defendeu o convite feito a Ibaneis argumentando que, embora o DF apresente uma taxa de homicídio “controlada”, a capital é sede do poder político e econômico.
“Seus gestores poderão detalhar as estratégias de combate à lavagem de dinheiro, descapitalização das facções e infiltração do crime organizado em setores da economia e do Estado”, disse Vieira no requerimento que pediu a oitiva de Ibaneis. As informações são do jornal Correio Braziliense.
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