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Rio Grande do Sul Governador Eduardo Leite diz que as aulas nas escolas gaúchas só retornarão se houver “consenso”

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Governo gaúcho sugeriu o retorno gradual das aulas entre 31 de agosto e 8 de outubro

Foto: Arquivo/Agência Brasil
Governo gaúcho sugeriu o retorno gradual das aulas entre 31 de agosto e 8 de outubro. (Foto: Arquivo/Agência Brasil)

O governador Eduardo Leite afirmou, durante live na tarde desta quinta-feira (13), que as aulas nas escolas públicas e privadas do Rio Grande do Sul só retornarão gradualmente, a partir deste mês, se houver “consenso” entre prefeitos e especialistas das áreas da saúde e da educação sobre as medidas de prevenção ao coronavírus.

“Se houver consenso, as aulas poderão voltar. Se os dados do coronavírus se agravarem, isso não ocorrerá”, disse Leite. “Não arriscaremos um retorno precipitado”, garantiu.

Ele explicou que a retomada se daria de maneira híbrida, com parte das atividades sendo mantidas de forma remota, e havendo o controle do número de alunos nas salas de aula.

Em reunião com prefeitos gaúchos na terça-feira (11), o governo sugeriu que o retorno das aulas presenciais no Estado ocorra entre 31 de agosto e 8 de outubro, começando pela educação infantil. A proposta causou polêmica.

Conforme o governador, o Executivo sugeriu o retorno inicialmente pela educação infantil porque essas crianças não estão tendo aulas remotas como os demais estudantes e muitos pais não têm com quem deixá-las para ir trabalhar, agora que as atividades econômicas estão sendo retomadas no RS.

Leite ressaltou que caberá aos pais decidirem se enviarão as crianças para as escolas infantis após a reabertura: “Os pais enviam se quiser. Quem puder permanecer com seus filhos pequenos em casa, pode permanecer”.

“Queremos possibilitar que os pais tenham opção de escolas abertas”, completou. O governador ainda destacou a possibilidade de as escolas de educação infantil “quebrarem” se permanecerem fechadas.

“A retomada iniciaria pela educação infantil justamente porque, nessa rede, o cumprimento de dias letivos não é obrigatório. O envio dos alunos pelos pais, portanto, não seria compulsório. Nos ensinos fundamental e médio, os alunos estão estudando por meio remoto, porque as crianças já têm autonomia para acessar as aulas. O mesmo não ocorre na educação infantil, onde crianças de zero a cinco anos têm pouca condição de terem estímulos e de se manterem atentas por meio remoto”, detalhou o chefe do Executivo.

Cronograma

Conforme o cronograma apresentado nesta semana pelo Executivo estadual, após a educação infantil, em 31 de agosto, a partir de 14 de setembro retornariam  às salas de aula os estudantes do ensino superior. Em 21 de setembro, seria a vez dos alunos dos ensinos médio e técnico e, uma semana depois, voltariam às escolas os estudantes dos últimos anos do ensino fundamental.

As atividades presenciais para os alunos dos anos iniciais do ensino fundamental seriam retomadas a partir de 8 de outubro.

“Sabemos que é um tema muito sensível, mas não podemos nos resignar. Quem lida com educação sabe que não podemos deixar assim. É evidente que não colocaremos nossas crianças e nossa equipe de educação em risco sem termos segurança dessa redução de contágio. Vamos reduzir o nível de exposição presencialmente, dividindo turnos e horários, mas é importante que se mantenha algum nível de contato entre professor e aluno para reduzirmos os danos de aprendizagem devido à pandemia”, disse Leite ao apresentar o cronograma a prefeitos.

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