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Geral Governador gaúcho apresenta potencial do Rio Grande do Sul para receber investimentos em hidrogênio verde

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Eduardo Leite fez uma palestra no 3º Congresso Anual de Hidrogênio para América Latina e Caribe. (Foto: Grégori Bertó/Secom)

O governador gaúcho Eduardo Leite fez uma palestra na manhã desta quarta-feira (14) no 3º Congresso Anual de Hidrogênio para América Latina e Caribe, realizado no Rio de Janeiro. Ele apresentou os potenciais do Rio Grande do Sul para receber investimentos em hidrogênio verde. Falando para uma plateia de investidores, ressaltou o trabalho de preparação feito pelo governo para viabilizar o funcionamento de plantas do combustível no Estado.

Leite destacou, principalmente, as questões geográficas e o papel do hidrogênio verde e das energias renováveis no mapa estratégico da gestão estadual. “O Rio Grande do Sul está pronto para receber investimentos. Somos o único Estado do Brasil com um estudo de viabilidade pronto, elaborado pela consultoria McKinsey”, disse.

“Temos compromisso com o avanço das energias renováveis e com a descarbonização. O Rio Grande do Sul é o melhor lugar para esses investimentos também pelo seu qualificado capital humano e pelo comprometimento do governo do Estado com a sustentabilidade”, acrescentou o governador.

Após a palestra, Leite participou de conversas com investidores e se reuniu com representantes da Mitsubishi Power e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para discutir possíveis parcerias.

Investimento no Brasil

Em outra frente, a União Europeia pretende investir 2 bilhões de euros na produção de hidrogênio verde no Brasil, como parte dos planos do bloco europeu de buscar reduzir a dependência e o uso de combustíveis fósseis, e também fará uma doação inicial de 20 milhões de euros (R$ 105 milhões) ao Fundo Amazônia. As afirmações foram feitas pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, durante encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na segunda-feira (12).

Durante o encontro, trataram de preservação ambiental, da conclusão do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia e da possibilidade de negociações para a paz entre Rússia e Ucrânia.

Para Lula, exigências extras na área ambiental apresentadas pela União Europeia este ano, que preveriam sanções ao Brasil, precisam de revisão. “Não podemos concordar com punições impostas na área do meio ambiente. Temos uma parceria estratégica com a União Europeia. Não pode haver imposições e punições, mas sim negociação”, disse. “A premissa que deve existir entre parceiros estratégicos é a da confiança mútua e não de desconfiança e sanções”.

A presidenta da CE ressaltou igualmente a parceria estratégica com o Brasil, demonstrou disposição para negociar quaisquer termos do acordo que sejam do interesse brasileiro e expressou a intenção de concluir o texto antes do fim do ano. “Este acordo deve ir muito além do comércio. Deve representar um engajamento de longo prazo e uma plataforma para o diálogo contínuo”.

Ursula também parabenizou o Brasil pela escolha de Belém-PA como sede da COP 30, em 2025, e declarou que “a União Europeia está disposta a cumprir todas as obrigações que emanam das COPs”. O presidente Lula defendeu “um compromisso global forte sobre a agenda climática, a necessidade de uma governança que gere obrigações efetivas” e relembrou que a realização da COP 30 será “uma grande oportunidade de engajar o mundo na discussão dos temas amazônicos, particularmente os mais jovens”.

Em seu discurso, Ursula von der Leyen destacou a volta do Brasil como um ator internacional e a liderança global do presidente. Segundo ela, a União Europeia deseja elevar suas parcerias na América Latina a um novo patamar, com um programa de investimentos da ordem de 10 bilhões de euros. Isso também deve ser a tônica na questão ambiental.

“O problema global que mais nos faz unir forças é mesmo a mudança climática. Ouvi seu discurso inspirador na COP27 e a sua liderança na área climática é muito bem-vinda. Discutimos a floresta amazônica, que é uma peça importante contra o aquecimento global, e por isso queremos contribuir com 20 milhões de euros para o Fundo Amazônia, além das contribuições individuais dos países-membros”, declarou.

A presidenta da Comissão Europeia também destacou o fato de que o Brasil possui uma matriz energética de fontes predominantemente limpas e fez então o anúncio de que o bloco irá investir 2 bilhões de euros na produção de hidrogênio verde no País. As informações são do Palácio Piratini e do governo federal.

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