Terça-feira, 26 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 24 de abril de 2020
Governadores pelo País lamentaram a demissão de Sérgio Moro do Ministério da Justiça e elogiaram o trabalho do ex-juiz da Operação Lava-Jato. Alguns, como Wilson Witzel (PSC-RJ), Ratinho Júnior (PSD-PR) e Carlos Moisés (PSL-SC), ofereceram a Moro cargos em seus governos.
Parte dos governadores, como Flávio Dino (PCdoB-MA), também criticaram Jair Bolsonaro, afirmando que Moro indicou crimes cometidos pelo presidente ao anunciar sua demissão nesta sexta-feira (24).
Os governadores ainda demonstraram preocupação com o agravamento da crise política em meio à pandemia de coronavírus que atinge o País.
“São Paulo reconhece e agradece o trabalho do ministro ao longo de sua atuação sempre foi republicano, correto e agiu de forma diligente”, completou. Doria disse ainda que Moro “ajudou a escrever as melhores páginas da história do Brasil”.
No Twitter, Doria afirmou que “o Brasil perde muito com saída de Sérgio Moro do Ministério da Justiça”. “Moro mudou a história do País ao comandar a Lava-Jato e colocar dezenas de corruptos na cadeia. Deu sinal de grandeza ao deixar a magistratura, para se doar ainda mais ao nosso País como ministro”, disse.
Durante a tarde, após o pronunciamento de Bolsonaro sobre a demissão de Moro, o tucano afirmou que a fala do presidente foi estarrecedora. “Tentou justificar o injustificável. Atacou Sérgio Moro, falou coisas desconexas e flertou com o autoritarismo”, tuitou.
Pela manhã, o governador do Rio, Wilson Witzel (PSC), comentou: “Assisto com tristeza ao pedido de demissão do meu ex-colega, o juiz federal Sérgio Moro, cujos princípios adotamos em nossa vida profissional com uma missão: o combate ao crime”.
“Ficaria honrado com sua presença em meu governo porque aqui, vossa excelência, tem carta branca sempre”, afirmou convidando Moro para o governo.
Mais tarde, Witzel também comentou o pronunciamento de Bolsonaro. “Permanece a dúvida dos brasileiros: por que o presidente quer um diretor da Polícia Federal com quem possa interagir?”, questionou.
O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), avalia que, com o desembarque de Moro, Bolsonaro perdeu força política. “Ruiu definitivamente o seu suposto compromisso com a luta contra a corrupção”, afirma.
“Mais do que isso: O depoimento de Moro é uma forte prova de vários crimes de responsabilidade. Crimes contra a probidade na administração, em face da falsificação de um ato administrativo, e também crimes contra o livre exercício dos Poderes do Estado, pela interferência política na Polícia Federal para abafar investigações”, complementa.
O governador do Pará (MDB), Helder Barbalho, afirmou que Moro foi um grande parceiro e lhe desejou sucesso. “Com seu apoio, atravessamos crises e reduzimos a violência, que continua em queda histórica em nosso Estado. O País perde um colaborador da maior grandeza”, escreveu.
Ronaldo Caiado (DEM), governador de Goiás que rompeu recentemente com Bolsonaro, afirmou que “Moro tem uma vida de grandes serviços prestados ao País na moralização e no combate à corrupção”. “Lamentável que essa situação tenha chegado a esse ponto”, disse.
O governador do Paraná, Estado natal de Moro, Ratinho Jr. (PSD), lamentou a saída do ex-juiz do governo federal. Por uma rede social, o governador afirmou que Moro “é o maior paranaense da história recente”.
“Como juiz e como ministro ajudou a combater a corrupção em nosso País. Lamento muito a sua saída do Ministério da Justiça e Segurança Pública, mas tenho certeza de que ele vai continuar contribuindo com a nação em outros desafios. O Paraná te recebe de braços abertos”, escreveu.
O governador de Santa Catarina, Carlos Moisés (PSL), afirmou que os brasileiros perdem com a saída de Moro. “Moro é sinônimo de luta contra a corrupção, condição essencial para a construção de Brasil um melhor. Lamento. Seu trabalho sempre foi correto e ético.”
Também convidou Moro para trabalhar em seu Estado: “Será bem-vindo aqui”.
O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), afirmou que o trabalho técnico, o combate à corrupção e a valorização do mérito foram derrotados. “A saída de Moro, na forma como se deu e pelas motivações apresentadas, em um momento delicado da vida do País, abala os brasileiros que lutam por um País mais justo e transparente.”
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