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Notícias Governo brasileiro acompanha com preocupação envio de militares dos Estados Unidos à América Latina

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A expectativa é que o processo de investigação e as discussões entre as partes dure cerca de um ano. (Foto: Reprodução)

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que acompanha “com preocupação” a decisão de Donald Trump de mobilizar mais de 4 mil militares para o Mar do Caribe e áreas próximas à América Latina, sob a justificativa de combater cartéis de drogas.

Segundo auxiliares presidenciais, a medida é preocupante “em qualquer circunstância”, especialmente diante da hipótese de violação territorial. A chancelaria brasileira tomou conhecimento do deslocamento por meio da imprensa internacional, sem comunicação oficial por parte de Washington.

A mobilização é vista em Brasília como mais um passo da escalada intervencionista dos Estados Unidos no hemisfério, em um contexto em que Trump reforça sua política externa de confrontação.

O presidente norte-americano tem associado a crise do fentanil nos EUA a cartéis latino-americanos, classificando-os como “narcoterroristas” e autorizando sua perseguição militar direta.

Embora o Brasil não esteja incluído inicialmente na operação, fontes diplomáticas confirmaram que Washington questionou por que organizações como o PCC não são reconhecidas pelo governo Lula como grupos terroristas.

O envio envolve o Grupo Anfíbio de Prontidão USS Iwo Jima e a 22ª Unidade Expedicionária de Fuzileiros Navais, além de submarinos nucleares, aeronaves de reconhecimento P-8 Poseidon, destróieres e um cruzador de mísseis guiados. Outros navios, como o USS Fort Lauderdale e o USS San Antonio, também foram mobilizados.

Os recursos foram transferidos para a área de responsabilidade do Comando Sul (Southcom) e devem permanecer na região por alguns meses. Em março, os EUA já haviam enviado destróieres para a fronteira marítima com o México, sob responsabilidade do Comando Norte.

Segundo revelou o New York Times, Trump assinou uma ordem secreta instruindo o Pentágono a usar força militar em países latino-americanos, com operações previstas por terra, mar e ataques aéreos.

O documento cita diretamente Venezuela e México, com alvos como o Tren de Aragua e a gangue MS-13. Fontes de defesa afirmam que a ofensiva dá ao presidente norte-americano uma ampla gama de opções de ataque, ainda que, por ora, a mobilização seja “principalmente uma demonstração de força”.

Venezuela e México

Embora a justificativa oficial seja o combate ao narcotráfico, analistas apontam que a Venezuela está no centro da estratégia de Trump. Dias antes do envio das tropas, Washington anunciou uma recompensa de US$ 50 milhões pela captura de Nicolás Maduro, acusado de vínculos com o narcotráfico.

A medida foi recebida em Caracas como mais uma tentativa de desestabilização do governo bolivariano e de abrir caminho para ações de mudança de regime.

Maduro reagiu com veemência e dirigindo-se aos “imperialistas”, afirmou que não deve haver qualquer ilusão de impunidade. “Não se atrevam a atacar, porque a resposta pode ser o fim do império americano”, declarou o presidente venezuelano, em mensagem direta à Casa Branca.

O governo venezuelano também reforçou apelos diplomáticos em fóruns internacionais, denunciando a militarização da política antidrogas como instrumento de pressão geopolítica.

A presidente mexicana Claudia Sheinbaum, em viagem à Guatemala, respondeu prontamente às notícias sobre a mobilização de tropas norte-americanas. Ela afirmou que a operação ocorre em águas internacionais e, portanto, não configura violação de soberania, mas reforçou que o México não aceitará qualquer ação estrangeira em seu território.

“Nossa opinião sempre será a autodeterminação dos povos. Não somente no caso do México, mas no caso de todos os países da América e do Caribe. O único que manda no México é o povo”, declarou em entrevista coletiva.

A negativa de Sheinbaum dialoga com um histórico de intervenções dos EUA na região, que geram desconfiança sobre a real extensão da operação.

O México já havia sido alvo de espionagem com drones da CIA, segundo reportagens da CNN, como parte de missões de monitoramento de cartéis. A nova mobilização, portanto, reacende temores de que a campanha antidrogas sirva de cobertura para pressões políticas mais amplas.

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5 Comentários
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Marcos Alves
18 de agosto de 2025 10:59

O LADRÃO CACHACEIRO tem motivos para estar preocupado, eis que em escutas telefônicas chefes do PCC afirmavam ter negócio cabuloso com o PT. As tropas dos EUA vão combater o tráfico de drogas na região, deveria ser motivo de comemoração, é uma ajuda a mais para diminuir a criminalidade.

Carlos Alberto Pugliese
18 de agosto de 2025 11:33

Ué, o Luladrão tá preocupado por qual motivo ? Tem medo de ser morto ? Ou de prenderem ele de novo ? tic tac tic tac

Glaucio Dos Santos Brum
18 de agosto de 2025 12:04

Se realmente é uma operação contra o narcotráfico, que sejam bem vindos, embora muita gente acredite que os criminosos são apenas vítimas da sociedade. Já é hora de alguém tomar peito contra o crime organizado, uma vez que, ao que parece, os líderes de muitos países tiram proveito de determinadas situações e, por isso, não têm interesse em combater as facções.

Artur Artur
18 de agosto de 2025 13:11

Vai Olhando….. Acabou a Bandidagem….
FORO DE SÃO PAULO , ESTA RUINDO…
NARCOESTADOS LATINOS …SERÃO ELIMINADOS…

DELAÇÃO DO CARVAJAL….É TOP…

http://www.amazon.com › CARVAJAL-LULA-SEQUESTRO-AMÉRICA
NARCOTRAFICANTE CARVAJAL, LULA E O SEQUESTRO DA AMÉRICA LATINA: As denúncias …

Fernando Krause
18 de agosto de 2025 19:52

O lulopetismo está em desespero pelo envio de tropas dos EUA para prender narcotraficantes internacionais de drogas, entre estes o cumpanhero ditador “socialista” Maduro, que se escafedeu…

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