Terça-feira, 18 de agosto de 2026

Porto Alegre

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Economia O Banco Central divulgou a ata da última reunião do Copom, e, se havia alguma expectativa de sinalização sobre os seus próximos passos, isso não aconteceu

Compartilhe esta notícia:

Com isso, a taxa em 12 meses recuou para 4,44%, voltando a ficar dentro do intervalo de tolerância da meta de inflação. (Foto: ABr)

O Banco Central divulgou a ata do Copom e, se havia alguma expectativa de sinalização sobre os seus próximos passos, isso não aconteceu. O BC preferiu seguir na estratégia de não dar sinais sobre os rumos da Selic e assim ter mais tempo para analisar os dados em um ambiente de volatilidade econômica no Brasil e no mundo.

Na terça-feira (11), o IBGE divulgou o IPCA de julho, que ficou em 0,07%, ligeiramente acima da mediana das projeções do mercado, em 0,03%, mas abaixo do número de 0,26% de julho do ano passado. Com isso, a taxa em 12 meses recuou para 4,44%, voltando a ficar dentro do intervalo de tolerância da meta de inflação.

Esse dado da inflação “corrente” poderia ser visto como uma fresta para a continuidade dos cortes dos juros, mas a política monetária é mais complexa do que isso e depende de vários outros fatores. A inflação dentro do teto deve ter vida curta, como mostram as próprias projeções do Banco Central. Para o final do ano, a expectativa é de que o IPCA termine em 5,1%, muito acima da meta de 3% e também acima do teto de 4,5%.

O BC, contudo, está mirando no primeiro trimestre de 2028, o chamado “horizonte relevante” da política monetária, e lá na frente as suas projeções apontam o IPCA em 3,2%, já muito próximo da meta. Essa é a principal deixa para que a Selic continue caindo, embora nada esteja garantido.

Na ata, o BC reforçou um tom duro sobre o cenário de inflação, com desancoragem de expectativas, resiliência na inflação de serviços, pressão sobre o câmbio e políticas fiscais do governo que estimulam o consumo. Uma assimetria “altista”, pelo jargão técnico do BC.

Por outro lado, disse que está vendo sinais de “desaceleração disseminada” nos indicadores de atividade entre o primeiro e o segundo trimestres. Esse esfriamento da economia é um fator determinante para novos cortes da Selic, porque significa menos pressão sobre os preços.

A inflação não está confortável no País, por estar longe da meta de 3%, mas também não está descontrolada. Como o BC manteve os juros altos por muito tempo, ainda há espaço para novos cortes nas próximas reuniões. Mas tudo dependerá dos dados. (Com informações do portal Estadão)

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Economia

Deixe seu comentário

Verificação de Email - você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!

0 Comentários
mais recentes
mais antigos Mais votado
Inflação no País desacelera em julho, mas preço de serviços ainda preocupa
Inadimplência no crédito rural deve continuar elevada até 2027, dizem analistas
Pode te interessar
0
Adoraria saber sua opinião, comente.x