Segunda-feira, 28 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 29 de dezembro de 2019
O Ministério das Relações Exteriores e o Ministério da Defesa divulgaram uma nota conjunta neste sábado (28) informando que os cinco militares venezuelanos retidos em Roraima pelo Exército brasileiro foram recebidos pela “Operação Acolhida” e vão iniciar os procedimentos para pedir refúgio no Brasil.
Coordenada pelo Ministério da Defesa, a operação cuida do fluxo migratório dos refugiados que cruzam a fronteira para fugir da crise no país vizinho.
Os militares foram encontrados pelo Exército brasileiro na última semana durante patrulhamento na região da terra indígena de São Marcos, ao Norte de Roraima. Os cinco estavam desarmados e foram conduzidos à capital Boa Vista.
A Venezuela anunciou no sábado (28) que havia solicitado ao governo brasileiro que os militares fossem entregues ao país de origem. Segundo o governo de Nicolás Maduro, os oficiais são “desertores” e estão envolvidos no ataque contra uma instalação militar em Gran Sabana, em 22 de dezembro, que resultou na morte de um oficial e no roubo de 120 fuzis e nove lança-granadas.
De acordo com o ministro da Defesa da Venezuela, general Vladimir Padrino, após o ataque, unidades militares e policiais da região iniciaram uma perseguição e conseguiram prender seis homens e recuperar as armas.
Já o ministro venezuelano da Comunicação, Jorge Rodríguez, disse que os invasores foram “treinados em acampamentos paramilitares plenamente identificados na Colômbia” e “receberam a colaboração do governo de Jair Bolsonaro”. No entanto, ele não apresentou provas do envolvimento brasileiro. O Itamaraty negou “qualquer participação no episódio”.
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