Quinta-feira, 01 de janeiro de 2026
Por Redação O Sul | 30 de junho de 2023
O presidente Lula assinou nesta sexta-feira (30) a medida provisória que irá ampliar os recursos
Foto: Marcello Casal Jr./Agência BrasilO presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou nesta sexta-feira (30) a medida provisória que irá ampliar em R$ 300 milhões os recursos a serem disponibilizados para o programa de incentivos à compra de veículos populares. O texto foi publicado em edição extraordinária do Diário Oficial da União.

Mais cedo, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, anunciou a medida, referindo-se ao projeto que estimula descontos na compra de veículos com preço de até R$ 120 mil. durante visita ao Paraná.
“No projeto completo, são R$ 500 milhões. Já foram consumidos R$ 420 milhões. O restante, os outros R$ 300 milhões – na realidade é um pouco menos porque você tem de tirar daí IPI, PIS e Cofins – abre também para pessoas jurídicas, além de pessoas físicas. Ou seja, agora é para todo mundo. Então vai [totalizar] R$ 800 milhões”, salientou.
O orçamento do programa para a aquisição de veículos com preços mais baixos sobe de R$ 500 milhões para R$ 800 milhões. Ao incluir os programas para a compra de caminhões e ônibus, o montante aumentou de R$ 1,5 bilhão para R$ 1,8 bilhão.
A medida provisória também elevará em R$ 0,03 dois tributos federais, o Programa de Integração Social (PIS) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) sobre o diesel, para custear a extensão do programa. Essa elevação ocorrerá a partir de outubro e arrecadará R$ 200 milhões extras. Isso porque os R$ 100 milhões restantes estavam na primeira MP do programa, que tinha reonerado em R$ 0,11 os dois tributos.
Além da MP, a edição extra do Diário Oficial publicou portaria assinada por Alckmin, que autoriza que empresas comprem carros com desconto. Até o momento, o programa para carros estava restrito às pessoas físicas, de forma a impedir que locadoras comprassem os veículos e fizessem os recursos se esgotarem mais rápido. Para ônibus e caminhões, a participação de empresas está em vigor desde o último dia 21.
A prorrogação do programa já havia sido anunciada pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, na quarta-feira (28). Na oportunidade, o ministro disse que a demanda por carros mais econômicos e menos poluentes surpreendeu as montadoras e o governo, praticamente esgotando os recursos disponíveis para o programa.