Terça-feira, 12 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 19 de março de 2017
A diplomacia brasileira tem se articulado para passar à União Europeia o recado de que a Operação Carne Fraca afeta apenas frigoríficos pontuais e não é um problema sistêmico. A autoridade sanitária do bloco econômico europeu enviou uma carta ao Brasil solicitando informações, que será respondida formalmente ainda neste domingo (19). A intenção do governo brasileiro é repassar tudo o que for apurado para sustentar essa tese e provar que a carne brasileira é segura.
O Brasil, junto ao Mercosul, está em processo de negociação para um acordo de livre comércio com a União Europeia. As tratativas sobre a venda de produtos agropecuários, como carne, grãos e açúcar, só devem ocorrer no segundo semestre. Até lá, o governo brasileiro espera ter apaziguado o problema.
“Não deveria haver um impacto grande. É uma questão pontual, que afeta apenas 21 unidades. Não é um problema sistêmico”, explicou um integrante do Itamaraty.
O governo está ciente de que, se não prestar as informações, o bloco econômico pode encerrar as relações desse tipo com o País. Em entrevista ontem, o embaixador da União Europeia em Brasília, João Gomes Cravinho, disse que, se as explicações fornecidas neste fim de semana pelo Ministério da Agricultura sobre o funcionamento do sistema sanitário brasileiro não forem suficientes, o bloco poderá suspender as importações desses produtos.
A expectativa é que, com as explicações, a União Europeia não tome medidas extremas. Em relação ao posicionamento de algumas associações de produtores europeus, que sugerem que se feche as portas ao Brasil e ao Mercosul, o Itamaraty avalia que estas são apenas declarações “oportunistas”. (AG)
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