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Mundo Governo dos Estados Unidos diz que enviará equipe ao Haiti para avaliar necessidades do país

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O presidente do Haiti, Jovenel Moise, foi morto a tiros por homens que invadiram sua casa. (Foto: Reprodução)

Os Estados Unidos enviarão uma equipe de especialistas ao Haiti para determinar quais as necessidades do país depois que foi solicitada assistência aos EUA em virtude do assassinato do presidente haitiano na semana passada, disse o Pentágono neste domingo (11).

“Hoje uma equipe inter-agências, principalmente do Departamento de Segurança Interna e do FBI, está indo para o Haiti neste momento para ver o que podemos fazer para ajudar no processo de investigação”, disse o porta-voz do Pentágono, John Kirby, ao programa “Fox News Sunday”.

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O presidente dos EUA, Joe Biden, será informado pela equipe quando retornar e “então tomará decisões sobre o caminho a seguir”, disse um alto funcionário do governo Biden à Reuters separadamente.

O Haiti procurou ajuda dos EUA na investigação do ataque que matou o presidente Jovenel Moise na quarta-feira (7) em sua casa em Porto Príncipe, e que deixou a nação insular ainda mais turbulenta. Autoridades haitianas disseram que dois haitianos-americanos estavam entre os suspeitos.

Não ficou imediatamente claro por quanto tempo a equipe enviada ficará no Haiti. O funcionário do governo disse neste domingo que Washington também consultará parceiros regionais e a Organização das Nações Unidas (ONU).

Pedido de socorro

O governo do Haiti pediu aos Estados Unidos e à ONU que enviem militares para reforçar a segurança da região depois do assassinato do presidente. A incerteza política aumentou ainda mais a onda de violência no país.

No sábado (10), centenas de haitianos foram à embaixada dos Estados Unidos na capital Porto Príncipe na esperança de conseguir um visto humanitário para fugir do país.

Antes mesmo do assassinato do presidente Jovenel Moise nesta semana, o Haiti vivia a pior crise em anos: uma onda de violência armada nas ruas que deixou quase 300 mortos este ano; uma crise humanitária que se agravou com a pandemia, onde ainda nenhuma vacina foi aplicada; e uma grande turbulência política, que vinha se aprofundando há mais de um ano quando Moise dissolveu o Congresso e passou a governar por decreto.

Tradicionalmente o chefe da Suprema Corte preencheria o cargo do presidente, mas o juiz morreu de covid em junho. Agora, dois homens reivindicam o poder: Claude Joseph, primeiro-ministro interino, e Ariel Henry, primeiro-ministro indicado pelo presidente dias antes de ser assassinado, que tomaria posse nesta semana.

 

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