Terça-feira, 26 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 21 de maio de 2015
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
Ilimar Franco
O mais importante para o Planalto é consolidar o ajuste fiscal do que rever o fator previdenciário. O vice Michel Temer disse aos senadores que estiveram nessa quarta-feira no Jaburu ou com quem falou ao telefone: nada de marola, pois as MPs 664 e 665 devem ser votadas logo, para voltarem à Câmara. O governo não desistiu de mudar o fator, mas vai travar esse embate depois, na comissão que terá representantes da sociedade.
Morrendo na praia
O pessimismo tomou conta dos partidos na reforma política. Os deputados que tratam do assunto dizem que a única proposta (distritão) capaz de obter a maioria constitucional (308 votos) encontra barreiras para chegar lá. O elevado quorum também virou um entrave para aprovar mudanças que têm a maioria da Câmara, como o fim da reeleição e a coincidência das eleições. Só dois temas podem ser alterados: o fim das coligações nas eleições proporcionais e a mudança das regras do financiamento eleitoral. O sistema seria igual ao de hoje (Fundo Partidário, recursos de pessoas físicas e empresas), com a imposição de limites de doações e de gastos.
Uma nova onda
O prefeito de Salvador, ACM Neto, não vai articular almoço dos cinco senadores do DEM com o vice Michel Temer. Na Câmara, funcionou na votação das MPs 664 e 665. Sobre sua postura e cautela agora, resumiu: “No Senado é diferente”.
Com o pé na cova
Na suposição de que o ex-deputado José Janene está vivo, o presidente da CPI da Petrobras, Hugo Motta, pediu a exumação do corpo. Isto lembra 1993, na CPI dos Anões do Orçamento, quando o senador Eduardo Suplicy foi aos Estados Unidos, supondo que estivesse viva a mulher (Elizabeth) do delator José Carlos Alves dos Santos.
Apólice de seguro
Está nas mãos da presidente do PTB, deputada Cristiane Brasil, a fusão com o DEM. Os aliados querem garantias de governança. Isso inclui um quorum elevado para que a Executiva nacional tenha poder para fazer intervenções nos Estados.
Piada no salão
O deputado Paulinho da Força (SDD) abordou o governador Geraldo Alckmin na saída do Congresso. “Governador, sei que São Paulo está precisando de dinheiro. Tenho algum para dar”, disse. Abriu a carteira, tirou um bolo de “PTrodólares” e entregou algumas notas para Alckmin. O governador riu e guardou na carteira.
Mobilização
A mudança que o governo quer fazer na desoneração da folha levou o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, ao Congresso. Ele quer, para a indústria, a permanência da regra, criada para atender esse setor contra a competição internacional.
Na paróquia
Há uma campanha, de colegas de Itamaraty, pela rejeição da indicação do embaixador Antônio Simões para Madri. Usam contra ele a insólita fuga para o Brasil do senador Roger Molina, que integra a oposição ao governo Evo Morales.
Com Amanda Almeida, sucursais e correspondentes
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