Terça-feira, 29 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 16 de maio de 2015
Apesar da queda nos depósitos da caderneta de poupança – uma das principais fontes de recursos para o SFH (Sistema Financeiro da Habitação) –, o governo já estuda formas de estimular o financiamento da casa própria. A confirmação foi feita pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy. Entre as hipóteses aventadas, está a liberação de parte dos depósitos compulsórios que os bancos são obrigados a manter no BC (Banco Central).
“[Vamos] ver as diversas fontes que são correlacionadas com o tamanho dos depósitos que há no Brasil. Há um claro entendimento de que vamos fazer todos os esforços para tornar compatível o tamanho dos recursos no sistema que podem ser canalizados para novos financiamentos. É questão que está em estudo”, disse Levy na Embaixada do Brasil em Londres (Inglaterra), onde parte dos funcionários estava em greve.
Qualquer decisão, salientou, levará em conta o ajuste fiscal: “Tudo isso tem de ser dentro de contexto em que o ajuste fiscal tem impacto direto. Quanto mais cedo resolver essas questões, pode tratar de outras questões e a economia vai para direção que queremos”. Segundo ele, a questão está sendo estudada, mas ainda não existe nada estabelecido.
Nos bastidores do governo, fala-se em um racha sobre a liberação de parte dos depósitos compulsórios. Enquanto Ministério do Planejamento e BC estariam mais receptivos à proposta, o Ministério da Fazenda resiste, com o argumento de que a medida teria impacto no custo da dívida pública.
Para técnicos, o debate é complexo porque o compulsório é um instrumento capaz de ajudar o governo a fazer o ajuste. Por outro lado, além da pressão por crédito imobiliário por parte dos consumidores, sobretudo sobre a Caixa Econômica Federal, o setor de construção está em crise. (AG)
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