Quarta-feira, 24 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 10 de outubro de 2016
O governo federal expulsou, desde 2003, aproximadamente 6 mil servidores por envolvimento em atividades contrárias à Lei nº 8.112/1990 (Regime Jurídico dos Servidores), segundo levantamento realizado pelo Ministério da Transparência, Fiscalização e Controladoria-Geral da União, divulgado nesta segunda-feira (10).
O relatório registra que, em 13 anos, já foram aplicadas 5.043 demissões; 467 cassações de aposentadorias; e 532 destituições de ocupantes de cargos em comissão. Os dados não incluem empregados de estatais como a Caixa Econômica Federal, os Correios e a Petrobras.
Segundo o ministério, o principal motivo das expulsões foi a comprovação da prática de atos relacionados à corrupção, com 4.013 das penalidades aplicadas – 65,4% do total. Já o abandono de cargo, a inassiduidade ou a acumulação ilícita de cargos são motivos que vêm em seguida, com 1.395 ocorrências.
Também figuram entre as razões que mais afastaram servidores proceder de forma desidiosa (ociosa) e participação em gerência ou administração de sociedade privada. As unidades da Federação com o maior número de punições foram Rio de Janeiro (1.052), Distrito Federal (746) e São Paulo (640). Já as pastas com a maior quantidade de servidores expulsos foram o Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário, o Ministério da Justiça e Cidadania e o Ministério da Educação.
Recorde
O mês de setembro registrou o maior número de punições (74), tanto na comparação com o mesmo período dos últimos cinco anos, quanto com os outros meses de 2016. (ABr)
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