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Política Governo federal e Congresso articulam mais R$ 2,5 bilhões fora do teto para investimentos na Defesa em 2026

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Câmara aprovou nesta terça-feira urgência do projeto no plenário, o que acelera tramitação.

Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil
Câmara aprovou nesta terça-feira urgência do projeto no plenário, o que acelera tramitação. (Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o Congresso Nacional articulam a retirada de mais R$ 2,5 bilhões do limite de gastos do arcabouço fiscal e da meta fiscal neste ano para recuperar investimentos na Defesa Nacional atingidos por bloqueio no Orçamento.

A proposta foi aprovada no Senado em maio e está na Câmara. Em reunião nesta terça-feira, 7, os líderes da Câmara decidiram votar a urgência do projeto, que acelera a análise da medida, e discutir o mérito (conteúdo) mais tarde.

A urgência foi aprovada no plenário por unanimidade. Não foi anunciada uma data para votação do texto, mas o Ministério da Defesa age para emplacar a mudança o mais rápido possível.

O Ministério da Fazenda afirmou que não comenta projetos em andamento no Congresso Nacional. O Ministério da Defesa e o Ministério do Planejamento e Orçamento não comentaram até o momento.

No ano passado, governo e oposição se juntaram para retirar do teto e do cálculo da meta até R$ 30 bilhões em seis anos, com o objetivo de impulsionar projetos das Forças Armadas. Foram retirados R$ 2,5 bilhões no ano passado e R$ 2,5 bilhões neste ano. Com o novo projeto, serão mais R$ 2,5 bilhões em 2026. O valor será descontado do valor de R$ 5 bilhões que seria liberado em 2027.

O governo decretou um bloqueio de R$ 23,7 bilhões para bancar benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e cumprir o arcabouço fiscal neste ano. O Ministério da Defesa foi o mais atingido, com R$ 4,4 bilhões bloqueados. Só no Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), foram R$ 3 bilhões congelados do Exército, da Marinha e da Aeronáutica. É essa parcela que as Forças querem recuperar com a proposta.

O bloqueio atingiu projetos classificados como prioritários pelos militares, como a compra de caças do Projeto FX-2 pelo Comando da Aeronáutica, o Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub) da Marinha e a implementação do sistema de defesa estratégico Astros, considerado o maior e mais potente projeto de lançamento de mísseis do Exército. Se o projeto for aprovado, o governo poderá destinar um recurso extra para as Forças Armadas, que por sua vez escolherão as ações contempladas.

Nas contas públicas, o dinheiro é mais uma parcela que não será contabilizada no limite de gastos do Orçamento e na meta de resultado primário (saldo entre receitas e despesas, sem contas os juros da dívida). Na prática, a despesa acontece e impacta o “déficit real” da União, batendo na dívida pública – mas não é contabilizada na hora de o governo verificar se cumpriu ou não as regras fiscais.

Com base em relatório divulgado em maio, o governo projeta um déficit real de R$ 60,3 bilhões neste ano. Sem as despesas que não são contabilizadas, irá registrar um superávit de R$ 4 bilhões, cumprindo o piso da meta fiscal – que é de déficit zero.

(Com O Estado de S.Paulo)

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9 Comentários
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Luis Henrique Silveira da Silva
8 de julho de 2026 13:43

Isso mesmo vamos gastar o dinheiro público, ano de eleição que maravilha, 4,9bil para gastar na campanha , 2.5bil paro o exército e dá-lhe bala , esse é o Brasil dos gestores maravilhosos

MIRO
8 de julho de 2026 10:44

QUADRILHA EM AÇÃO:
Só quem prospera no Brasil: Crime Organizado e J&F.

“O Governo Federal realizou um contingenciamento de R$ 4,3 bilhões no orçamento do Ministério da Defesa. Desse total, cerca de R$ 1,5 bilhão correspondia à verba do Exército, obrigando a força a suspender as operações de vigilância e monitoramento contra o crime organizado nas regiões de fronteira do país””

MIRO
8 de julho de 2026 10:42

PRONTO…… tudo explicado:

Joesley Batista vai investir na Avibras, que desenvolve …
CartaCapital
https://www.cartacapital.com.br › CartaExpressa
8 de abr. de 2026 — Paulo aponta que o empresário Joesley Batista, da J&F, vai investir na Avibras, empresa privada que fornece mísseis para o Exército brasileiro…

LADRÃO, trabalha forte , para fortalecer esta empresa….NÃO É DE GRAÇA NÉ !?

MELANCIAS ,se acomodando.

Glaucio dos Santos Brum
8 de julho de 2026 10:13

Um governo que sucateou as forças armadas, agora vem buscar outro mandato criando mais uma megadespesa em busca da popularidade perdida. Mais um projeto engana-trouxas que certamente irá funcionar.

ochoavanderlei@gmail.com
8 de julho de 2026 08:08

Quando o ESTADISTA LULA assumiu o primeiro governo em 2003, os milico faziam meio turno, pois não tinha nem comida para eles. Eram dispensados na hora do meio dia para irem almoçar em casa. Hoje tem investimentos nas forças armadas. Nova frota de aviões, navios e material bélico para o exército. Hoje em dia os salários da milicada melhorou muito. Só quem viveu nessa época sabe disso. Quem não estava lá, vem dar pitacos aqui no jornal. Pitacos furados e sem noção. Portanto não encham o saco.

Glaucio dos Santos Brum
8 de julho de 2026 10:19

O governo federal decretou um corte bilionário no orçamento em 2025 que afetou as forças armadas, deixando até mesmo aviões sem combustíveis para o treinamento. Vais negar isso?

Box1
8 de julho de 2026 05:32

Maracutaias da cumpanheirada! Alguém acredita nisso kkkk

ochoavanderlei@gmail.com
8 de julho de 2026 08:10
Responder para  Box1

Ri de nervosa…

Jorge Bressan
7 de julho de 2026 22:25

Aí aí aí, aí tem!!

Imprensa mundial se rende à virada da Argentina na Copa do Mundo
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