Quinta-feira, 01 de outubro de 2026

Porto Alegre

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Brasil Governo federal flexibiliza exploração de minério nuclear no Brasil

Compartilhe esta notícia:

Usinas nucleares produzem energia a partir do elemento urânio. (Foto: Agência Brasil)

Sob o argumento de “criar oportunidades de negócios e investimentos no país”, o governo de Jair Bolsonaro decidiu flexibilizar a exploração de minérios nucleares no país, ampliando, a partir de uma medida provisória, a participação da iniciativa privada nesse negócio.

“A nova legislação permite que sejam feitos novos modelos de associação entre a INB e parceiros privados para exploração de jazidas minerais que possuam minérios nucleares”, diz o Ministério de Minas e Energia.
A MP do minério nuclear foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) de 12 de agosto.

Segundo a Secretaria Geral da Presidência da República, a medida “atualiza a legislação do setor mineral e cria novas oportunidades de negócio para a INB”.

As atividades de pesquisa, lavra, enriquecimento, industrialização e comércio de minérios nucleares e derivados são exercidas exclusivamente pela INB. A MP permite que sejam feitos novos modelos de associação entre a INB e parceiros privados para exploração de jazidas minerais que possuam urânio.

“Apesar de ser rico em minério nuclear, atualmente o Brasil importa a maior parte dos insumos necessários à fabricação do combustível nuclear para atender as usinas de Angra I e II. Isso resulta em maior custo para produção do combustível e a perda de oportunidades de negócio, tanto no Brasil como no exterior. Com a atualização da legislação, espera-se que a INB, em parceria com o setor privado, aumente investimentos em pesquisa e lavra e a capacidade de produção nacional de urânio”, diz a Secretaria Geral em nota.

Pela legislação em vigor, quando o titular de autorização para pesquisa ou de concessão de lavra encontra elementos nucleares associados a uma substância mineral, ele é obrigado a informar a Autoridade Nacional de Segurança Nuclear, a Agência Nacional de Mineração (ANM) e a INB.

No caso de os elementos nucleares terem valor econômico superior a outra substância mineral, toda a jazida era incluída no monopólio estatal e o titular perdia a autorização de pesquisa ou concessão da lavra. Agora, independentemente do valor econômico dos elementos nucleares encontrados, a MP cria a oportunidade de parcerias entre o minerador e a INB, para o aproveitamento de todos os recursos minerais presentes na jazida.

Capital

Segundo o texto da medida, a União fica autorizada a aumentar o capital social da Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional S.A. (ENBPar), por meio do aporte das ações que a União detém no capital social da INB.

Assim, a ENBpar passa a assumir o controle da INB. “A INB torna-se uma ‘estatal não dependente’, sem necessidade de recursos do Tesouro Nacional para desenvolver suas atividades”, explica a Secretaria Geral.

A medida propõe a participação da ANM na regulação e autorização de pesquisa e lavra de minério nuclear. “A Constituição prevê o uso da tecnologia nuclear no Brasil exclusivamente para fins pacíficos”, diz a Secretaria Geral.

“Com responsabilidade socioambiental, a MP busca atrair capital privado e desonerar o contribuinte, gerando emprego e renda para a população e consolidando o Brasil como um porto seguro para investimentos”, completa.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Brasil

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

“Serão respeitados os resultados das urnas”, diz Bolsonaro outra vez
Supremo determina ações efetivas da Agência Nacional do Petróleo sobre combustíveis
Pode te interessar