Sexta-feira, 09 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 6 de janeiro de 2016
Rompendo a regra dos últimos quatro anos, o governo federal voltou a conceder reajustes diferenciados para os servidores públicos entre a carreira geral e o que considera-se servidores de Estado. Os aumentos ficarão abaixo da inflação ocorrida em 2015 e prevista para 2016, mas vão representar um custo extra elevado a partir do ano que vem. Este ano, o governo estima impacto de 3,9 bilhões de reais, mas, de 2017 a 2019, a despesa ficará sempre na casa de 15 bilhões de reais por ano.
A maior parte dos servidores terá reajuste de 5,5% em agosto deste ano e mais 5% em janeiro de 2017. Os funcionários das chamadas carreiras de Estado, no entanto, fecharam um acordo com reajuste de 27,9% divididos em quatro anos. Os militares também tiveram a garantia de uma correção de 25,5% entre 2016 e 2019.
A regra aplicada pelo governo nos últimos anos estabelecia correções lineares para todas as carreiras. A prática de diferenciar e dar reajustes mais elevados para as chamadas carreiras de Estado foi feita durante o governo do presidente Fernando Henrique Cardoso.
Um dos motivos que levaram ao reajuste diferenciado foi a permissão, no novo Código de Processo Civil, de que as carreiras jurídicas da União passassem a receber honorários advocatícios. Com isso, a referência de salário das carreiras de Estado acabou subindo e o governo aceitou um reajuste maior. (Folhapress)
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