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Economia Governo federal prevê 90 bilhões de dólares de superávit comercial em 2026

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Ministro do Desenvolvimendo, Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa, afirma que o Brasil conseguiu expandir exportações para outras regiões mesmo com "tarifaço" dos EUA. (Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)

O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, afirmou que o governo espera chegar a US$ 90 bilhões de superávit da balança comercial em 2026, porque conseguiu expandir as exportações para outras regiões mesmo com tarifas dos Estados Unidos.

“Brasil vem conseguindo ocupar esse espaço e superar inclusive as marcas anteriores. Nós estamos no terceiro ano batendo recorde na balança comercial. Primeiro ano foram US$ 98 bilhões, o segundo ano caiu para US$ 60 bilhões e esse ano deve ficar de novo US$ 90 bilhões”, afirmou durante discurso no painel de encerramento da 5ª edição do Fórum Saúde, promovido pela farmacêutica EMS em parceria com o think tank Esfera Brasil, em Brasília.

Durante o evento, ele defendeu que as indústrias da saúde e defesa são áreas estratégicas.

Ainda sobre o tarifaço, segundo ele, o que foi perdido de vendas para os norte-americanos foi compensado por uma expansão em negócios para outros países.

“Nós conseguimos a expansão de 10,5% do comércio exterior para 57 países. Aquilo que nós perdemos na exportação para os Estados Unidos e América, a gente conseguiu expandir para outras nações”, completou.

Balança comercial

A balança comercial brasileira registrou superávit comercial de US$ 635,3 milhões na segunda semana de agosto. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o valor foi alcançado com exportações de US$ 6,881 bilhões e importações de US$ 6,246 bilhões.

O mês de agosto acumula superávit de US$ 3,045 bilhões, resultante de US$ 16,091 bilhões em exportações e US$ 13,045 bilhões em importações.

Até a segunda semana de agosto, comparado ao mesmo período do mês de 2025, as exportações cresceram 14,3%. O desempenho dos setores foi o seguinte: crescimento de 10,4% em Agropecuária, que somou US$ 3,487 bilhões; avanço de 27,8% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 4,363 bilhões e, por fim, alta de 8,8% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 8,080 bilhões.

Em relação às importações, houve alta de 16,2% na mesma comparação. Houve queda de 5,3% em Agropecuária, que somou US$ 198 milhões; recuo de 13,5% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 721 milhões e, por fim, crescimento de 19,0% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 12,054 bilhões.

De janeiro até a segunda semana de agosto, o ano acumula superávit de US$ 52,084 bilhões, um crescimento de 29,2% em relação ao mesmo período de 2025, quando o superávit no período somava US$ 43,158 bilhões.

A projeção do MDIC é de que o superávit da balança comercial seja de US$ 90,0 bilhões neste ano, crescimento de 32,3% em relação a 2025. O resultado projetado para este ano é decorrente de uma previsão de US$ 394,4 bilhões em exportações e US$ 304,4 bilhões em importações. (Com informações de O Estado de S. Paulo)

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