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Rio Grande do Sul Governo gaúcho antecipa de 20 para 7 de setembro a estimativa de aplicação de primeira dose contra o coronavírus para todos os adultos

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Público prioritário do RS, estimado em quase 9 milhões de pessoas, deve estar imunizado com a primeira dose até setembro. (Foto: Cristine Rochol /PMPA /Divulgação)

Projeção leva em conta a manutenção da regularidade de remessas pelo Ministério da Saúde. (Foto: Eliezer Falcão/PMPA)

Durante transmissão nas redes sociais nesta terça-feira (20), o governador Eduardo Leite antecipou em duas semanas a estimativa de cobertura de toda a população gaúcha maior de 18 anos com a primeira dose de vacina contra o coronavírus. A nova data é 7 e não mais 20 de setembro, desde que o Ministério da Saúde mantenha o envio regular de imunizantes.

“Se não houver nenhum ‘susto’ no fluxo das remessas por parte do governo federal, vamos cumprir a meta de aplicar a primeira dose em toda a população adulta do Rio Grande do Sul até o início de setembro, podemos dizer que no dia 7”, declarou o chefe do Executivo estadual em um trecho de sua manifestação.

Mais de 5,74 milhões de habitantes do Estado já receberam a primeira picada no braço, o que representa 77,5% do grupo prioritário (5,25 milhões de gaúchos), 67,2% dos indivíduos vacináveis (8,95 milhões de adultos em geral) e 53% da população geral (11,3 milhões) dos 497 municípios.

O esquema completo de imunização, por sua vez, contempla até agora quase 2,38 milhões – seja quem recebeu duas doses para fármacos com esse sistema ou os contemplados pela vacina da Janssen, que funciona com apenas uma injeção. Isso representa 46% do grupo prioritário, 29,7% dos indivíduos vacináveis e 23,4% da população geral do Rio Grande do Sul.

No caso específico da Janssen, as aplicações – iniciadas no dia 26 de junho – já contemplaram 277.761 gaúchos. A informação consta na base de dados da Secretaria Estadual da Saúde, atualizada diariamente por meio das redes sociais e de link específico no site estado.rs.gov.br.

Quanto à abrangência das vacinas ministradas em duas etapas, o predomínio de primeiras doses no Rio Grande do Sul é do imunizante de Oxford-Astrazeneca (54,2%), seguido pela Coronavac-Butantan (30,5%) e Pfizer-Comirnaty (15,3%).

Já no que se refere à segunda injeção, ainda prevalece a Coronavac (65,2%), tendo na vice-liderança estadual o imunizante de Oxford (32,8%) e em terceiro lugar a Pfizer (2%).

No caso específico da Janssen, as aplicações – iniciadas há menos de um mês – já totalizam 271.878 gaúchos. As informações constam na base de dados da Secretaria Estadual da Saúde, atualizada diariamente por meio das redes sociais e de link específico no site estado.rs.gov.br.

Abrangência necessária

Acompanhado da titular da Secretaria Estadual da Saúde (SES), Arita Bergmann, o governador mencionou o fato de que, segundo especialistas, a imunidade coletiva é alcançada somente com um índice mínimo de 70% da população imunizada. E por “imunizada” entenda-se duas doses de Coronavac, Oxford, Pfizer ou então a aplicação única do fármaco da Janssen.

“Estamos longe de dizer que a pandemia está controlada”, ressaltou Eduardo Leite. No início de junho, quando divulgou a projeção de cobertura com a primeira dose para 20 de setembro, ele sublinhou que está nos planos do Palácio Piratini completar até dezembro o esquema vacinal para todo o grupo prioritário. Também não descartou a possibilidade de que esse prazo seja cumprido antes do esperado.

(Marcello Campos)

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