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Rio Grande do Sul Governo gaúcho vai premiar com até 150 mil reais as prefeituras que agilizarem a vacinação

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Durante transmissão nas redes sociais, o governador apresentou detalhes dos prêmios

Foto: Gustavo Mansur/Palácio Piratini
Estatística inclui o fármaco da Janssen, que tem aplicação única. (Foto: EBC)

Nesta quinta-feira (24), durante a transmissão ao vivo em que detalhou o novo cronograma de aplicação da primeira dose de imunizante contra o coronavírus, o governador Eduardo Leite deu destaque a mais uma novidade: a premiação em dinheiro para as prefeituras que apresentaram melhor desempenho na vacinação. As verbas variam de R$ 25 mil a R$ 150 mil.

De acordo com o chefe do Executivo gaúcho, a ideia é desafiar os líderes locais por meio de uma “competição saudável” entre as cidades, para que o andamento das primeiras doses seja agilizado. Os municípios que liderarem o ranking no período de 20 de julho a 20 de agosto receberão o estímulo. O total a ser desembolsado é de R$ 1,25 milhão.

Um aspecto previsto nessa estratégia é que a administração municipal de uma cidade dispute a recompensa financeira com outras de dimensão populacional semelhante, a fim de evitar que as maiores “se provaleçam” sobre as menores. Outra exigência é que a verba recebida como prêmio terá que ser aplicada na área da saúde.

“É uma corrida do bem que se estabelece para quem conseguir concluir a vacinação antes”, ressaltou Eduardo Leite. “Queremos dar incentivo aos municípios para que apliquem as vacinas rapidamente, porque isso é de interesse de todos, é para salvar vidas e para voltarmos à normalidade mais rapidamente.” Ele acrescentou que:

“São recursos para aplicar na própria saúde, para que possam comprar equipamentos, reformar unidades de saúde, fazer investimentos na saúde primária do município e qualificar o atendimento à população. Queremos incentivar essa corrida do bem entre os municípios, garantindo aplicação rápida dessas doses que vamos distribuindo rapidamente, pois temos um sistema de logística bem estruturado”.

Excesso proporcional de óbitos 

De 15 de março do ano passado a 15 de maio de 2021, o Rio Grande do Sul apresentou o terceiro menor excesso proporcional de óbitos do País. Trata-se da diferença entre o número de mortes por causas naturais durante a pandemia em comparação com as perdas humanas esperadas para o mesmo período se não houvesse o coronavírus.

Conforme os técnicos do Gabinete de Crise, o acompanhamento deste dado é fundamental, pois corrige possíveis discrepâncias entre os Estados para registrar um óbito por coronavírus ou por efeitos indiretos em outras causas naturais. O indicador também leva em conta a distribuição etária de cada Estado, pois normalmente ocorrem mais óbitos em Estados com população mais velha.

Mesmo com o avanço do contágio da covid nos primeiros meses deste ano, dados obtidos pelo Gabinete de Crise do Palácio Piratini em parceria com a Vital Strategies e a Impulso apontam que somente o Piauí e a Paraíba apresentam taxa inferior.

O Rio Grande do Sul apresenta atualmente a nona maior taxa de mortalidade por covid por 100 mil habitantes. No entanto, apresenta apenas o terceiro menor excesso proporcional de óbitos do país, tendo obtido percentual de 28,1% no período, menor do que a média nacional (37,6%).

Se levada em conta apenas a região Sul, o Rio Grande do Sul registrou excessos de óbito inferiores tanto no ano de 2020 (momento em que o Estado teve o menor excesso de óbitos do País) quanto no ano de 2021, período em que a pandemia afetou mais fortemente a região como um todo.

“Quando analisamos quantas mortes se esperaria para o Estado em função do perfil da sua população e do histórico que se tem ao longo dos anos de óbitos, quantas mortes a mais aconteceram em cada um dos Estados”, destacou Eduardo Leite.

“E aí a gente observa que o Rio Grade do Sul tem a terceira menor taxa de óbitos em relação ao que era esperado”, finalizou. “Se não tivéssemos a pandemia, foi 28% maior do que se esperaria em condições normais.”

(Marcello Campos)

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