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Rio Grande do Sul Rio Grande do Sul tem a terceira menor diferença entre as mortes naturais ocorridas e as previstas por estatísticas

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Boletim desta quinta-feira menciona 99 novas vítimas de 21 a 95 anos. (Foto: EBC)

De 15 de março do ano passado a 15 de maio de 2021, o Rio Grande do Sul apresentou o terceiro menor excesso proporcional de óbitos do País. Trata-se da diferença entre o número de mortes por causas naturais em comparação com as perdas humanas esperadas para o mesmo período, com base em projeções estatísticas.

Conforme os técnicos do Gabinete de Crise, o acompanhamento deste dado é fundamental, pois corrige possíveis discrepâncias entre os Estados para registrar um óbito por coronavírus ou por efeitos indiretos em outras causas naturais. O indicador também leva em conta a distribuição etária de cada Estado, pois normalmente ocorrem mais óbitos em Estados com população mais velha.

Mesmo com o avanço do contágio do coronavírus nos primeiros meses deste ano, dados obtidos pelo Gabinete de Crise do Palácio Piratini em parceria com as empresas Impulso e Vital Strategies apontam que somente o Piauí e a Paraíba apresentam taxa inferior.

O Rio Grande do Sul apresenta atualmente a nona maior taxa de mortalidade por covid para cada contingente de 100 mil habitantes. No entanto, apresenta apenas o terceiro menor excesso proporcional de óbitos do país, tendo obtido percentual de 28,1% no período, menor do que a média nacional (37,6%).

Se levada em conta apenas a região Sul, o Rio Grande do Sul registrou excessos de óbito inferiores tanto no ano de 2020 (momento em que o Estado teve o menor excesso de óbitos do País) quanto no ano de 2021, período em que a pandemia afetou mais fortemente a região como um todo.

“Quando analisamos quantas mortes se esperaria para o Estado em função do perfil da sua população e do histórico que se tem ao longo dos anos de óbitos, quantas mortes a mais aconteceram em cada um dos Estados”, destacou Eduardo Leite.

“E aí a gente observa que o Rio Grade do Sul tem a terceira menor taxa de óbitos em relação ao que era esperado”, finalizou. “Se não tivéssemos a pandemia, foi 28% maior do que se esperaria em condições normais.”

Como funciona

De acordo com o diretor do Departamento de Economia e Estatística (DEE) da Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG), Pedro Zuanazzi, apenas comparar as taxas de mortalidade pode muitas vezes ser uma informação incompleta, pois apresenta maiores valores em regiões que informam de modo mais eficiente os óbitos. “O ‘excesso proporcional de óbitos’ ajuda a corrigir essa distorção.”

A metodologia consiste em subtrair de um total de óbitos observado uma quantidade estimada, a fim de se obter uma quantidade além do esperado para um período específico. Esse contingente que supera a expectativa é denominada de excesso de óbitos. Para tanto, consideram-se todos as mortes por causas naturais, não as causas externas (acidentes, homicídios etc.).

Ao se relacionar a quantidade de óbitos em excesso com o total de óbitos esperados se tem o excesso proporcional de óbitos, uma medida do percentual de óbitos que superou o que já seria esperado para cada localidade, levando em consideração gênero e pirâmide etária.

(Marcello Campos)

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