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Política Ministro Alexandre de Moraes associa o 8 de Janeiro à falta de regulamentação das redes sociais

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Moraes citou ainda os desafios propagados pelas redes sociais que levaram a morte de crianças

Foto: Rosinei Coutinho/STF
Ministro do STF defende sinalização de Flávio Dino sobre aplicação da Lei Magnitsky. (Foto: Rosinei Coutinho/STF)

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes associou a ausência de regulamentação das grande empresas de tecnologia donas de redes sociais aos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, além de também citar episódios de racismo, homofobia, antissemitismo e automutilação de jovens. A declaração foi feita durante o Fórum de Lisboa, em Portugal, nesta sexta-feira (4).

“O Supremo Tribunal Federal mostrou ao mundo que, pelo menos no Brasil, internet não é terra sem lei”, disse Moraes ao concluir a fala no evento, referindo-se a recente decisão do tribunal que determinou a responsabilização das plataformas pelo conteúdo vinculado nelas.

Antes, Moraes exibiu prints de publicações nas redes sociais com ataques racistas, homofóbicos e antissemitas feitos por usuários, destacando que alguns deles ainda seguiam no ar. Em seguida, o ministro mostrou vídeos de cenas dos atos antidemocráticos do 8 de Janeiro de 2023, quando apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro invadiram as sedes dos três poderes em Brasília.

“As Big Techs deixaram se instrumentalizar dolosamente, uma vez que o impulsionamento é pago, para que fosse organizada a tentativa de golpe de estado de 8 de Janeiro, com a “Festa da Selma””, afirmou Moraes, fazendo menção ao termo cifrado usado pelos envolvidos nas redes sociais para se referir ao episódio

“No dia 8 de Janeiro, permitiram que as pessoas filmassem e chamassem mais gente para invadir”, reiterou.

Segundo Moraes, mais de 400 pessoas foram condenadas nos processos que correm no STF por terem se filmado durante a invasão:

“Onde estava a auto regulamentação das Big Techs? A Inteligência Artificial não percebeu que isso era uma convocação para aumentar a tentativa de golpe de Estado? Os algoritmos continuaram direcionando para as bolhas que pediam intervenção militar? (…) O que pretendiam essas mensagens eram um efeito dominó em vários estados que ainda tinham pessoas na frente dos quartéis do Exército. Onde estava a auto regulamentação?”, disse.

Moraes citou ainda os desafios propagados pelas redes sociais que levaram a morte de crianças como exemplos da “falência da auto regulamentação”, além dos casos de ataques a escolas. Em abril, a menina Sarah Raissa Pereira de Castro, de 8 anos, morreu vítima do chamado “desafio do desodorante”, que envolvia a inalação do conteúdo do aerossol.

“Alguma coisa está errada nessa liberdade total de praticar atividades ilícitas, utilizando a liberdade de expressão como escudo protetivo — disse Moraes, que defendeu a regulamentação das Big Techs — Desde que o mundo é mundo, nenhuma atividade econômica que repercute em bilhões de pessoas deixou de ser regulamentada. É uma falácia dizer que é impossível a regulamentação”, pontuou.

Para o ministro, nunca “tanto poder econômico e político esteve concentrado na mão de pouquíssimas pessoas”. Alexandre de Moraes citou a Primavera Árabe como um exemplo de uso positivo das redes sociais no embate contra regimes autoritários e afirmou que as rede social “não é boa nem ruim”, mas uma ferramenta.

O ministro falou ainda da necessidade de maior transparência em relação aos algoritmos usados pelas redes para distribuir conteúdo:

“Determinados segmentos econômicos perceberam que isso era poder. E, a partir de estudos competentes e eficientes, eles perceberam que o controle das redes sociais se daria via direcionamento de algoritmos”, disse Moraes, que deu o seguinte exemplo:

“Quando você é crítico das redes sociais e você consulta o seu nome vem 100 noticias ruins. Até achar uma boa a pessoa cansou. Quando você é a favor das redes sociais só vem noticia boa”, retera.

Para Moraes, as Big Techs “tem lado, tem religião, tem opção econômica, opção política”. Ele também disse que as empresas intimidaram o Congresso Nacional na época da tramitação do PL das Fake News em 2024. Com  informações do jornal O Globo.

 

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7 Comentários
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Artur Artur
5 de julho de 2025 12:48

Vcs viram o que aconteceu na invasão da Sede do Itau??

Não parecedeu uma copia do que aconteceu no dia 8, em Brasilia???

Vanderlei Stefani
5 de julho de 2025 13:06

JN escala Armínio Fraga, que clama pelo congelamento do salário mínimo, para defender Motta e ricaços. Em editorial, clã Marinho diz que é “absurdo taxar super ricos”. Veja critica Lula por ser “pai dos pobres”.

Por Plínio Teodoro

Glaucio Dos Santos Brum
5 de julho de 2025 15:36

Papo de quem quer introduzir a censura, a fim de legitimar seus atos nada democráticos e manter a opinião pública dos seu controle. Se fake News fosse levada a sério, teria que processar a maioria dos políticos que mentem e iludem o povo constantemente.

Apolônio Chuwats
6 de julho de 2025 21:38

Bolsonaro será preso com prisão domiciliar como o vagabundo do COLORe se colocassem o Lule, Mitooooo, Color, Dirceu, Jenuino,Pazuelo GAleise “a coxa\’ na mesma cela cagando no mesmo buraco o país seria outro.

Jorge Ferreira
6 de julho de 2025 11:19

frei chico para presidente vice o messias

Vanderlei Stefani
6 de julho de 2025 02:26

BRILHO DAS ALGEMAS
DO BOZO JÁ SURGE NO HORIZONTE!😊
Xandão impede manobra de Bolsonaro para tumultuar processo e acelera prisão do marginal!
#Lula2026
#SemAnistia
#BolsonarosNaCadeia

Apolônio Chuwats
6 de julho de 2025 21:36

Brasil já vive um comunismo o medo da esquerda de levar porrada é tamanha que tentam de qualquer forma barrar quem jácestá de saco cheio desses vigaristas de esquerda.

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