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Geral Governo Lula dispensa da Secretaria de Comunicação Social diplomata que participou de reunião com Bolsonaro em 2022

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A reunião ministerial de 5 de julho de 2022 é peça-chave na investigação da PF que apura tentativa de golpe de Estado. (Foto: Reprodução)

O Palácio do Planalto decidiu dispensar um diplomata que estava trabalhando na Secretaria de Comunicação Social (Secom) após descobrir que ele participou da reunião em que o ex-presidente Jair Bolsonaro e vários ministros discutiram o planejamento de um golpe de Estado, segundo a Polícia Federal (PF).

A reunião ministerial de 5 de julho de 2022 é peça-chave na investigação da PF que apura tentativa de golpe de Estado e ruptura do Estado Democrático de Direito.

O diplomata dispensado é Comarci Nunes Filho, que vinha atuando na Secom desde dezembro de 2023.

A Globonews apurou que, em dezembro passado, Comarci deixou suas atribuições no setor de imprensa do Itamaraty e passou a atuar na Secom. O diplomata foi escolhido para coordenar a equipe de audiovisual que faz a preparação e a cobertura das ações do G20 dentro e fora do Brasil.

Reportagem do jornal “Correio Braziliense” revelou que três diplomatas, entre eles Comarci, estavam na reunião. Também participaram do encontro o então secretário-geral do Itamaraty, Fernando Simas Magalhães, que estava representando o chanceler Carlos França, e o embaixador André Chermont de Lima, à época chefe do cerimonial da presidência.

O Brasil assumiu a presidência rotativa do G20 justamente em dezembro passado. Comarci atuava na Secretaria de Produção e Divulgação de Conteúdo Audiovisual (Seaud), subordinada à Secom. Embora já atuasse nessa nova função, ele ainda não havia sido designado oficialmente, com publicação no Diário Oficial da União (DOU).

A Secom enviou o seguinte comunicado: “Comarci Nunes Filho é do quadro do Itamaraty e foi convidado a integrar a equipe da Secom que trabalha no G20, mas isso ainda não tinha sido efetivado. Diante das novas informações ele não irá para essa equipe.”

O diplomata afirmou à Globonews que “era assessor do embaixador Fernando Simas” e tinha como função “acompanhá-lo nas reuniões em que ele fosse”.

Logo após a reportagem procurar a Secom, Comarci foi removido de um grupo de aplicativo de mensagens com os assessores do governo no G20.

A Globonews apurou que o ministro da Comunicação Social, Paulo Pimenta, e o secretário de Audiovisual, Ricardo Stuckert, não foram avisados por Comarci sobre a participação dele na reunião investigada. Questionado sobre isso, o diplomata não respondeu.

Comarci chegou a cumprir expediente no Palácio do Planalto e no prédio do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) no Rio de Janeiro, que vem sendo utilizado pela equipe do G20.

Em 7 de fevereiro, véspera da Operação “Hora da Verdade” da Polícia Federal, Comarci participou de uma reunião com todos os assessores de comunicação envolvidos nos eventos do G20 e chegou a fazer uma fala.

Diplomata de carreira, Comarci foi designado em julho de 2021 para a função de assessor técnico da Secretaria-Geral do Itamaraty. Por essa razão, ele ocupava uma das cadeiras na reunião de 5 de julho de 2022, ao lado de Fernando Simas Magalhães, que atualmente é embaixador do Brasil em Haia. Já André Chermont de Lima foi designado cônsul-geral do Brasil em Tóquio, no Japão.

Antes de assumir a coordenação audiovisual do G20, Comarci atuava no setor de imprensa do Itamaraty. Em 2023, esteve em pelo menos três viagens presidenciais para Índia, Bélgica e Portugal. As informações são do portal de notícias G1.

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