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Brasil Governo Lula muda percepção e prevê postura “recatada” de Trump nas eleições brasileiras

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Há no entorno de Lula o entendimento de que o presidente americano tem como característica ser volúvel. (Foto: Reprodução)

A percepção do governo Lula sobre como a Casa Branca deve se comportar diante das eleições brasileiras mudou.

Neste momento, diplomatas avaliam que, diante da estabilidade na relação entre Lula e Donald Trump, a tendência é de que não haja tentativas de influência no processo eleitoral nem um movimento explícito para apoiar um candidato do campo da direita.

Apesar do otimismo, há no entorno de Lula o entendimento de que o presidente americano tem como característica ser volúvel, o que obriga o Brasil a não baixar a guarda e a atuar de forma estratégica para preservar a proximidade entre os dois mandatários.

“Acho que a tendência até a eleição é de uma postura mais recatada do lado do Executivo americano”, afirmou uma fonte do governo que acompanha as tratativas com a Casa Branca.

Relação pessoal entre os presidentes

Na avaliação desses diplomatas, a boa relação pessoal funciona como um fator de blindagem, mesmo diante de pressões internas e externas para que a Casa Branca favoreça uma candidatura de direita.

Quando o tarifaço de Trump foi imposto ao Brasil, em julho do ano passado, ministros e diplomatas brasileiros interpretaram a decisão como uma tentativa de forçar uma mudança de regime no país — seja para reabilitar o ex-presidente Jair Bolsonaro, seja para desgastar o governo Lula em ano pré-eleitoral.

No fim do ano passado, mesmo após Washington relaxar as tarifas e recuar na aplicação da Lei Magnitsky ao ministro Alexandre de Moraes, persistia no entorno de Lula a desconfiança de que, mais adiante, a gestão Trump voltaria a agir para favorecer um candidato direitista, mais alinhado às posições da Casa Branca.

Naquele momento, Lula e Trump já haviam conversado por telefone e se encontrado pessoalmente na Malásia. Com informações do portal G1.

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