Segunda-feira, 08 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 10 de julho de 2016
Sob risco de implosão da base aliada por conta da disputa pela presidência da Câmara dos Deputados, que já tem 15 candidatos, o governo está procurando os líderes aliados e pedindo que eles negociem para reduzir ao máximo o número de concorrentes. O Planalto passou a operar nos bastidores em uma tentativa de pelo menos amenizar as sequelas na sua base parlamentar.
Publicamente, o discurso governista ainda é o de que não se envolverá na eleição, mas o risco de conflagração dos aliados alarma os articuladores do presidente interino Michel Temer, que tem dito aos candidatos que o procuram que não terá um favorito. Dois líderes de partidos aliados confirmaram a nova postura do governo ao jornal O Globo e disseram que a preocupação do Planalto é com o conflito que a corrida eleitoral pode gerar na base.
“Temer está medindo a temperatura. Já me ligaram do Palácio pedindo para ajudar nisso, para evitar conflito”, disse um líder aliado.
“A gente tem conversado com o Palácio. O ideal era mostrar alguma unidade da base para o Brasil. Chamar todo mundo à responsabilidade”, afirmou outro líder, que comanda uma das bancadas do Centrão. No Palácio do Planalto, a maior preocupação é se envolver na disputa e cometer o mesmo erro político da presidenta afastada, Dilma Rousseff.
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