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Brasil Governo revê regra de privatização da Eletrobras e inclui oferta de ações a empregados e “poderes especiais” ao governo

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A intenção de privatizar a Eletrobras foi anunciada pelo governo em agosto. (Foto: Divulgação)

O governo alterou as regras para a privatização da Eletrobras. O processo agora prevê a venda de parte das ações aos empregados da companhia e “poderes especiais” à União, que continuará como acionista da empresa.

A decisão é do conselho do PPI (Programa de Parcerias de Investimentos), órgão responsável pelos processos de desinvestimentos e foi publicada na edição do dia 29 de agosto do Diário Oficial da União. Ela retifica a resolução que trata da privatização da empresa publicada em 23 de agosto.

Ação especial

Pela nova regra proposta, a União terá uma ação especial, que lhe “confira poderes especiais em relação a alterações da razão social, objetos sociais ou sedes da Eletrobras ou empresas por ela controladas”.

Na prática, o governo ainda terá ingerência nas decisões da Eletrobras mesmo deixando de ser seu acionista controlador. Hoje a União tem 51% das ações ordinárias (com direito a voto) e fatia de 40,99% no capital total da Eletrobras. Além disso, o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e seu braço de investimentos, o BNDESPar, têm, juntos, 18,72% do capital total da empresa.

Oferta aos funcionários

Parte das ações que o governo venderá na Eletrobras serão oferecidas aos funcionários, de acordo com nova redação da resolução do conselho do programa de parceria de investimentos.

Essa regra é comum em ofertas de ações em bolsas de valores e reserva parte das ações que serão colocadas ao mercado para os funcionários da empresa. Nesse caso, para os servidores da Eletrobras e empresas controladas por ela.

Outras mudanças

O governo também incluiu como regra para o processo de privatização o desenvolvimento de programa de revitalização dos recursos hídricos da Bacia do São Francisco pela Chesf ( Companhia Hidro Elétrica do São Francisco), subsidiária da Eletrobras.

Problemas

O Ministério de Minas e Energia afirmou que a decisão de propor a redução da participação da União na Eletrobras ocorre “após profundo diagnóstico sobre o processo em curso de recuperação da empresa.” De acordo com a pasta, “as dívidas e ônus do passado se avolumaram e exigem uma mudança de rota para não comprometer o futuro da empresa.”

Segundo a Economatica, a dívida da Eletrobras é a quarta maior entre as empresas de capital aberto, perdendo só para Petrobras (R$ 295,3 bi), Vale (R$ 73,2 bi) e Oi (R$ 44,5 bi). “Os problemas decorrem de ineficiências acumuladas nos últimos 15 anos, que impactaram a sociedade em cerca de um quarto de trilhão de reais, concorrendo pelo uso de recursos públicos que poderiam ser investidos em segurança, educação e saúde.”

A Eletrobras se transformou em um dos maiores agentes do setor elétrico brasileiro durante o governo dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. Participou dos consórcios responsáveis por hidrelétricas como Belo Monte, o maior projeto do País na área de geração de energia elétrica, além da construção de linhas de transmissão. (AG) 

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