Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 9 de junho de 2016
O governo Temer avalia que, apesar de a inflação ter acelerado em maio a queda do dólar e a credibilidade da equipe econômica garantem espaço para a redução da taxa básica de juros (Selic) no segundo semestre de 2016. Nesta quarta-feira (08), o Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) decidiu, por unanimidade, manter em 14,25% ao ano a Selic.
A taxa serve como referência para o mercado financeiro, cujos juros ao consumidor, na média, superam 150% ao ano -e chegam a 450% ao ano para o cartão de crédito. A queda na taxa básica é importante para a recuperação da economia porque se reflete na redução dos juros cobrados em empréstimos.
A decisão desta quarta foi a última sob o comando de Alexandre Tombini, indicado pela presidente afastada, Dilma Rousseff. No próximo encontro, nos dias 19 e 20 de julho, o presidente do Banco Central será Ilan Goldfajn – ele será empossado nesta quinta-feira (09). Tombini irá para o FMI (Fundo Monetário Internacional).
Queda
O governo conta com a desaceleração da inflação até o fim do ano. Pela média das projeções recolhidas pelo BC no boletim Focus, os analistas preveem inflação de 7,12% neste ano e 5,50% em 2017.
No ano passado, o IPCA (Índice de Preço ao Consumidor Amplo) fechou em 10,67%. O governo acredita também que o dólar pode recuar um pouco mais, abrindo espaço uma redução da Selic no segundo semestre – mas ainda há dúvida sobre a data. Inicialmente, estimava-se um corte em julho, mas a inflação ainda elevada pode postergá-lo para agosto. (Folhapress)
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