Sexta-feira, 21 de agosto de 2026
Por Redação O Sul | 13 de agosto de 2025
O governo federal planeja lançar uma plataforma para ajudar os participantes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) a se prepararem para a prova. O anúncio foi feito pelo ministro da Educação, Camilo Santana, nessa quarta-feira (13).
“Ela (a plataforma) vai permitir que o aluno, o jovem, possa se preparar para o Enem. Inclusive, fazer a redação e a própria plataforma corrigir. Vai ser um estímulo”, disse Camilo em entrevista ao Bom Dia, Ministro, uma coprodução da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom/PR) e da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).
O chefe da pasta não detalhou quais funcionalidades a plataforma deve ter ou qual é a previsão de lançamento, mas garantiu que a ideia está trabalhando na criação da plataforma, que deve se chamar MEC Enem.
Camilo Santana falou ainda de uma segunda ferramenta que também deve ser disponibilizada para os estudantes, o MEC Livros, que visa estimular a leitura.
“O MEC Livros é uma plataforma de acesso à leitura de livros digitais. Vai permitir estimular a leitura. Você está em uma parada de ônibus, bota lá o QR Code e vai ter acesso a uma biblioteca digital”, disse o ministro da Educação.
Santana também comentou a liderança das mulheres nas inscrições do Enem, com 60% de participação, e o aumento no número de indígenas na realização do exame, que cresceu 90%.
“O Enem talvez seja uma das políticas de mais equidade, de mais acesso democrático. A gente tem estimulado no Brasil os alunos a fazerem. É de graça para quem está no ensino médio. Por isso, que um dos incentivos do prêmio (Prêmio MEC da Educação Brasileira) é o número de alunos que fazem o Enem. Para estimular o estado e a rede na articulação dos seus alunos a se inscrever e fazer a prova do Enem, a única forma de acessar o Prouni (Programa Universidade para Todos), as universidades federais pelo Sisu (Sistema de Seleção Unificada), o Fies (Fundo de Financiamento Estudantil)”, explicou.
Camilo Santana destacou que o presidente Lula mudou a cara das universidades do país, promovendo acesso à parcela da população com mais vulnerabilidades econômica e social. “Hoje a filha de um trabalhador, de uma doméstica tem acesso à universidade, e nós precisamos estimular isso. O presidente Lula está universalizando a assistência estudantil para alunos indígenas e quilombolas no Brasil. Nós estamos investindo para garantir que nenhum aluno indígena ou quilombola esteja fora da universidade federal e deixe de receber a bolsa, que aumentamos para R$ 1.400 por mês”, informou.
Em 2025, as provas serão aplicadas em 9 e 16 de novembro em boa parte do país. Cidades da região metropolitana de Belém terão datas alternativas por causa da COP30.
Os comentários estão desativados.