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Política “Grande problema sou eu”, diz Bolsonaro sobre a demora na indicação de André Mendonça para o Supremo

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Mendonça foi indicado em julho por Bolsonaro para o STF. (Foto: Isac Nóbrega/PR)

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta terça-feira (9) que o ” grande problema” que impede a aprovação da indicação de André Mendonça ao STF (Supremo Tribunal Federal) é ele, e não seu ex-ministro. Mendonça foi indicado em julho para o STF, mas a indicação ainda não foi analisada pelo Senado.

Ao comentar sobre as dificuldades na tramitação, em entrevista do Jornal da Cidade Online, Bolsonaro inicialmente citou a “religiosidade” e a independência de Mendonça: “É muito importante uma vaga para o Supremo Tribunal Federal. Queria que as pessoas que estão contra o André falassem que estão contra por algum motivo. Não têm, estão contra pela independência dele. Talvez pela sua religiosidade, talvez porque o voto dele não seja o que ele gostaria que fosse.”

Depois, o presidente afirmou que o “problema disso tudo” seria ele: “E o grande problema disso tudo sou eu, não é o André. Sou eu. Se eu for reeleito, vou botar mais dois com o perfil parecido com o André. Não quer dizer que seja evangélico. O compromisso com evangélico eu estou pagando agora e me sinto muito bem.”

Na mesma entrevista, Bolsonaro disse que o presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado, Davi Acolumbre (DEM-AP), não coloca a indicação em votação porque “quer outro nome”. O presidente disse, contudo, que não irá desistir de Mendonça. “Agora indiquei um, que é um compromisso meu, um evangélico. Está dando para quatro meses que não entra na pauta para a sabatina. O que está acontecendo? O presidente da Comissão de Constituição e Justiça não é simpático a esse nome. E como ele não é simpático a esse nome, ele quer outro nome. Agora, eu não tenho como fugir do nome do André”, disse Bolsonaro.

Esforço concentrado

No último dia 3, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), anunciou a realização de um esforço concentrado para sabatina e votação de autoridades – incluindo membros de agências reguladoras, embaixadas, conselhos e tribunais superiores – nos dias 30 de novembro, 1º e 2 de dezembro. Ele avalia que as datas aumentarão a possibilidade de presença de todos os senadores em Brasília.

A medida poderia destravar a indicação de André Mendonça. Passados mais de três meses, o nome do ex-ministro e ex-advogado-geral da União ainda não foi sabatinado pela CCJ, presidida por Davi Alcolumbre, que resiste em marcar uma data para a sabatina.

“Não está sendo antes por conta do feriado de 15 de novembro, que pode prejudicar o quórum. E é muito importante no esforço concentrado haver um quórum importante para a apreciação, especialmente para nomes que exigem quórum qualificado para aprovação”, explicou Pacheco. As informações são do jornal O Globo e da Agência Senado.

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