Terça-feira, 11 de Agosto de 2020

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Brasil Grandes empresas do agronegócio assinam manifesto de combate ao desmatamento na Amazônia

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Desmatamento na área da Bacia Amazônica. (Foto: Arquivo/Agência Brasil)

Líderes de grandes empresas do agronegócio assinaram um manifesto que pede ações de combate ao desmatamento na Amazônia. O documento já foi assinado por 47 companhias nacionais e estrangeiras de diversos setores, e mais cinco entidades de classe.

Na lista de assinaturas, estão grandes empresas do agro, como Cosan, BRF, Cargill e Bayer.

O manifesto foi enviado para o coordenador do Conselho Nacional da Amazônia Legal, o vice-presidente Hamilton Mourão. Na carta, o grupo expõe a “preocupação com o impacto nos negócios da atual percepção negativa da imagem do Brasil no exterior, em relação às questões socioambientais na Amazônia”.

As empresas também se colocaram à disposição para ajudar em ações contra o desmatamento ilegal, inclusão social e econômica das comunidades locais e redução do impacto ambiental no uso de recursos naturais da floresta.

Números do desmatamento

Os alertas de desmatamento aumentaram 25% no primeiro semestre de 2020, em relação a igual período do ano passado, de acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Se comparado com o primeiro semestre de 2017, os números mais que que dobraram. Na ocasião, o mesmo sistema de alerta apontava para um desmatamento de um pouco mais de 1.300 km². E, em 2020, já passam de 3 mil km².

Alertas

A Amazônia registrou 1.034,4 km² de área sob alerta de desmatamento em junho, recorde para o mês em toda a série história, que começou em 2015. No acumulado do semestre, os alertas indicam devastação em 3.069,57 km² da Amazônia, aumento de 25% em comparação ao primeiro semestre de 2019.

Os dados são do sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), atualizados na última sexta-feira (10).

Os alertas até junho de 2020 apontam: sinais de devastação em 3.069,57 km² da Amazônia neste ano; aumento de 25% de janeiro a junho, comparado ao mesmo período do ano anterior; aumento de 64% no acumulado dos últimos 11 meses, comparado ao período anterior (a um mês do fechamento oficial de desmatamento, alertas apontam tendência de aumento na devastação). O número de junho é 10,6% maior do que o registrado no mesmo mês em 2019. Na comparação com maio, houve aumento de 24,31% em relação ao mesmo mês de 2019, que também havia sido recorde para o período.

Os dados servem de indicação às equipes de fiscalização sobre onde pode estar havendo crime ambiental. Os números não representam a taxa oficial de desmatamento, que é medida por outro sistema, divulgado uma vez ao ano.

O Brasil enfrenta pressão de investidores estrangeiros para diminuir o desmatamento na Amazônia. Na última semana, o vice-presidente Hamilton Mourão disse para investidores que o Brasil busca reduzir o desmatamento, mas os dados mostram aumento na tendência de desmate.

Mourão discutiu com empresários brasileiros, que levaram sete pontos sobre o tema e cobraram do governo ações concretas que garantam melhoria dos indicadores.

O Ministério Público Federal (MPF) está pedindo o afastamento do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, por crime de improbidade administrativa. De acordo com o MPF, há “desestruturação dolosa das estruturas de proteção ao meio ambiente”.

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