Domingo, 04 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 7 de outubro de 2015
Trezentas e oitenta agências bancárias aderiram à paralisação no primeiro dia da greve nacional da categoria, que atinge bancos públicos e privados em Porto Alegre e Região Metropolitana, de acordo com levantamento do SindBancários (Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e Região).
Nessa quarta-feira, haverá mobilização em frente à sede da Direção Geral do Banrisul, em Porto Alegre. A partir das 9h, caravanas irão para a frente das agências para mobilizar a participação na greve. Ao meio-dia, haverá almoço na Casa dos Bancários. Em caso de chuva, as atividades seguirão na sede do SindBancários.
Em mesa de negociação, em São Paulo, no dia 25 de setembro, a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) ofereceu reajuste abaixo da inflação. A contraproposta de 5,5%, quase metade da inflação do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), de 9,88%, indignou os integrantes do Comando Nacional dos Bancários. A greve foi definida em assembleia, no dia 30 de setembro.
Pelo País
Em todo o Brasil, 6.251 agências de bancos públicos e privados, além dos centros administrativos, paralisaram suas atividades. De acordo com o BC (Banco Central), o País tem 22.975 agências
O presidente da Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro-Central Única dos Trabalhadores), Roberto von der Osten, avaliou que o fortíssimo início de greve mostra a insatisfação dos bancários, apesar de reconhecer o quanto é difícil uma greve para a sociedade. “Todos precisam saber que os banqueiros é que são os responsáveis por este impasse. Condições para atender nossas reivindicações eles têm. Cobram 403,5% a.a. no cartão de crédito, 253,2% a.a no cheque especial, tarifas exorbitantes e tem lucros fantásticos. Fazer esta proposta de redução de 4% dos nossos salários mostra falta de responsabilidade social e falta de coerência com os altos lucros que sempre tiveram.”
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