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Geral Guerra entre Hamas e Israel tem mais de 10 mil mortos em menos de um mês

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Famílias fogem de bairro devastado, Tal al-Hawa, em busca de refúgio no sul da Faixa de Gaza. (Foto: UNICEF/Eyad El Baba)

O Ministério da Saúde do Hamas afirmou que 8.796 pessoas morreram na guerra. Com o novo balanço de mortos em Gaza, divulgado nessa quarta-feira (1°), o número de vítimas do conflito em ambos os lados ultrapassou os 10 mil em menos de um mês.

O Exército israelense informou, nesta quarta-feira (1º), que 16 de seus soldados morreram desde terça na Faixa de Gaza, onde intensifica suas operações terrestres em sua guerra contra o movimento palestino Hamas.

Quinze soldados morreram dentro da Faixa de Gaza em combates com milicianos do Hamas, e outro morreu fora do território palestino. O Exército não ofereceu mais detalhes sobre este último.

As tropas israelenses enfrentam os milicianos do Hamas por terra em Gaza desde a sexta-feira, com apoio de bombardeios aéreos e fogo de artilharia, que mataram uma grande quantidade de civis palestinos nesse território.

Também houve enfrentamentos com o Hezbollah e outros grupos armados no norte, na fronteira de Israel com o Líbano, onde outros oito soldados israelenses faleceram.

Israel iniciou uma campanha de bombardeios a Gaza em resposta ao violento ataque do Hamas em território israelense em 7 de outubro, que deixou cerca de 1.400 mortos – em sua maioria civis -, segundo as autoridades israelenses.

Os 2,4 milhões de habitantes da Faixa de Gaza, submetida a um bloqueio israelense e sob cerco total desde 7 de outubro, enfrentam escassez de comida, medicamentos e combustível, alertam ONGs que atuam no local.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, descartou esta semana qualquer trégua e prometeu prosseguir com a guerra contra o Hamas até “a vitória total”, apesar das “perdas dolorosas” nos combates em Gaza.

E o ministro da Defesa israelense, Yoav Gallant, afirmou nesta quarta que o Hamas tem a opção de “morrer ou se render sem condições”.

Por sua vez, o Hamas assegurou na terça-feira que Gaza se tornaria um “cemitério” para os soldados israelenses e prometeu infligir a Netanyahu um revés que marcaria “o fim de sua carreira política”.

Nessa quarta, o líder do grupo islamista, Ismail Haniyeh, acusou Israel de cometer “massacres” em Gaza para esconder suas “derrotas”.

“Uma guerra que mata milhares de crianças não tem vencedor”, afirmou ao Comitê de Direitos da Criança da ONU.

O Comitê condenou “a escalada de bombardeios israelenses contra alvos civis na Faixa de Gaza, que provocou a morte de mais de 3.500 crianças”, e manifestou também sua “profunda preocupação” com as crianças feitas reféns pelos milicianos do Hamas. As informações são da agência de notícias AFP.

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