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Saúde Hepatite viral: os 10 sintomas da doença que tirou David Luiz de campo

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David Luiz deixou o jogo entre Flamengo e São Paulo após sentir um mal-estar. (Foto: Gilvan de Souza/Flamengo)

O zagueiro David Luiz, do Flamengo, foi substituído no intervalo da partida contra o São Paulo, pela semifinal da Copa do Brasil, na quarta-feira por estar com uma hepatite viral. A doença provoca uma infecção no fígado, causando alterações leves, moderadas ou graves. Ao sair de campo, o atleta relatou estar com um “probleminha sério”. O departamento médico do clube fará novos exames para detectar a gravidade do caso.

As hepatites virais mais comuns no Brasil são causadas pelos vírus A, B e C. Apesar de serem detectadas em menor frequência, existem ainda o vírus da hepatite D (mais comum na região Norte do país) e o vírus da hepatite E, que é menos comum em nosso território, sendo encontrado com maior facilidade na África e na Ásia.

Segundo o Ministério da Saúde, na maioria das vezes as hepatites virais são infecções silenciosas, ou seja, não apresentam sintomas. Entretanto, o paciente acometido pela doença pode apresentar os seguintes sinais:

– cansaço;

– febre;

– mal-estar;

– tontura;

– enjoo;

– vômitos;

– dor abdominal;

– pele e olhos amarelados;

– urina escura;

– fezes claras.

Segundo o Flamengo, David Luiz apresentou antes da partida sintomas de virose, cansaço e estava dormindo mal. Após ser substituído, o atleta demonstrou um semblante abatido no banco de reservas.

As infecções causadas pelos vírus das hepatites B ou C frequentemente se tornam crônicas. No entanto, como nem sempre os sintomas vêm à tona, grande parte das pessoas não sabem que têm a infecção. Isso faz com que a doença possa evoluir por décadas sem o devido diagnóstico. O avanço da infecção compromete o fígado, sendo causa de fibrose avançada ou de cirrose, que podem levar ao desenvolvimento de câncer e à necessidade de transplante do órgão.

O impacto dessas infecções acarreta aproximadamente 1,4 milhão de mortes anualmente no mundo, seja por infecção aguda, câncer hepático ou cirrose associada às hepatites, de acordo com o Ministério da Saúde. A taxa de mortalidade da hepatite C, por exemplo, pode ser comparada às do HIV e tuberculose.

Atualmente, existem testes rápidos para a detecção da infecção pelos vírus B ou C, que estão disponíveis no SUS para toda a população. Todas as pessoas precisam ser testadas pelo menos uma vez na vida para esses tipos de hepatite.

Além disso, ainda que a hepatite B não tenha cura, a vacina contra essa infecção é ofertada de maneira universal e gratuita no SUS, nas Unidades Básicas de Saúde. Já a hepatite C não dispõe de uma vacina que confira proteção. Contudo, há medicamentos que permitem sua cura.

Transmissão

As formas de transmissão das hepatites virais dependem do tipo do vírus que causa a doença. A hepatite A, por exemplo, tem uma transmissão fecal-oral (contato de fezes com a boca). A doença tem grande relação com alimentos ou água não seguros, baixos níveis de saneamento básico e de higiene pessoal. Contatos próximos e relações sexuais desprotegidas (sem camisinha) com uma pessoa infectada também pode transmitir a doença.

Já as hepatites B e C podem ser transmitidas através do contato com sangue contaminado (compartilhamento de agulhas, seringas e outros objetos para uso de drogas) ou através de cortes; por relações sexuais sem uso de preservativo; por Compartilhamento de materiais de higiene pessoal (lâminas de barbear e depilar, escovas de dente, alicates de unha ou outros objetos que furam ou cortam); de mãe para filho na hora do parto.

Tratamento

No caso da hepatite A, não há tratamento específico. O médico deve orientar quais remédios tomar para o alívio dos sintomas e que não sobrecarreguem o fígado, para não piorar a situação. É importante repor os líquidos – que são perdidos por causa dos vômitos –, a fim de evitar a desidratação.

Já no caso da hepatite B, o tratamento é feito com antivirais específicos, disponibilizados no SUS. É importante que o paciente evite consumir bebidas alcoólicas, para não lesionar ainda mais o fígado. Atualmente, a hepatite B não tem cura, mas o tratamento ajuda a retardar a progressão da cirrose, reduzir a incidência de câncer de fígado e melhorar a sobrevida em longo prazo.

O tratamento da hepatite C é feito com os chamados antivirais de ação direta (DAA), que apresentam taxas de cura de mais 95% e são realizados, geralmente, por 8 ou 12 semanas. Todas as pessoas com infecção pelo vírus da hepatite C podem receber o tratamento pelo SUS, mesmo que o diagnóstico tenha sido feito na rede privada de saúde. Basta que o médico prescreva o tratamento seguindo as orientações do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Hepatite C e Coinfecções (PCDT Hepatite C). As informações são do jornal O Globo.

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