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Variedades Herança opõe viúvo de Brigitte Bardot à fundação criada por ela

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O viúvo diz que o casamento com Bardot não foi formalizado na França, o que teria impedido que ele fosse reconhecido como cônjuge para fins de herança. (Foto: Reprodução/ YouTube)

O viúvo de Brigitte Bardot, Bernard d’Ormale, 85, afirma que ficou fora do testamento da atriz e hoje vive em uma moradia social para idosos, após deixar a casa em que morou com ela por mais de três décadas.

Bernard d’Ormale diz que precisou sair de La Madrague, casa de Bardot em Saint-Tropez, depois de ser informado de que não teria direito à herança. Ele afirma que só pode ir ao local durante o dia para cuidar dos animais que ficaram na propriedade. As informações são do Daily Mail.

De acordo com o viúvo, os bens de Bardot foram divididos entre o filho dela, Nicolas-Jacques Charrier, e a Fondation Brigitte Bardot, entidade criada pela atriz para a causa animal. D’Ormale diz que sugeriu esse arranjo para não ser visto como alguém interessado em dinheiro, mas que não imaginava que acabaria fora da própria casa.

Hoje, ele vive em um apartamento de 29 m² destinado a idosos e descreve a mudança como um baque. Ele afirma que mantém a rotina de atravessar a baía para alimentar os gatos em La Madrague.

O estopim mais recente, segundo ele, foi a decisão da fundação de leiloar cerca de 300 itens pessoais da atriz, como fotos, pinturas e peças de roupa. O viúvo diz que não autorizou a venda e acusa a entidade de prejudicar a memória de Bardot.

Por que ele não entrou na herança

O viúvo diz que o casamento com Bardot não foi formalizado na França, o que teria impedido que ele fosse reconhecido como cônjuge para fins de herança. Segundo ele, a cerimônia ocorreu fora do país e não houve registro civil francês.

D’Ormale afirma que pediu para não constar no testamento para evitar suspeitas sobre interesse financeiro. Ele diz que, olhando para trás, deveria ter assumido um papel mais ativo na execução do documento para proteger o legado da atriz.

“Eu disse a Brigitte para nomear um advogado como executor do testamento, porque eu não queria nada, mas eu deveria ter ficado com esse papel. Há alguns anos, eu disse a ela: ‘Não coloque meu nome em lugar nenhum’. Assim, ninguém poderia me acusar de me aproveitar da pobre Brigitte ou de desviar qualquer coisa”, diz Bernard d’Ormale

Ele também afirma que a doação de La Madrague à fundação, feita ainda em vida, pesou na decisão de tirá-lo do imóvel. A entidade sustenta que a saída do viúvo estava prevista e que manter alguém morando ali traria risco jurídico.

A fundação diz que D’Ormale se apresenta como marido, mas que era “apenas um companheiro que morava com ela”. “Ele teve seis meses para desocupar o imóvel ? prazo estipulado por Brigitte ? e a fundação o ajudou a encontrar um apartamento em Saint-Tropez. Permanecer no local não é uma opção; isso expõe a fundação a risco legal”, diz a nota. (Com informações do portal Uol)

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