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Geral Histórico criminal, luxo e armamento de guerra: entenda o caso do empresário morto pelo filho de 15 anos em São Paulo

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Carros de luxo eram uma das marcas do empresário morto, que tinha uma BMW, uma McLaren, uma Maserati e um Lamborghini na coleção. (Foto: Divulgação/Polícia Militar)

Um empresário de 42 anos foi morto a tiros nesta terça-feira pelo próprio filho, de 15 anos, na residência da família. O crime é cercado de polêmicas: na casa, em um condomínio de luxo em Valinhos (SP), foram apreendidos veículos como uma McLaren, uma Lamborghini e uma BMW, além de oito armas, entre fuzis de guerra e pistolas. A vítima tem registro criminal por estelionato, além de histórico de usar nomes falsos, e o caso foi registrado como um ato infracional de homicídio e legítima defesa. Entenda o que já se sabe sobre o episódio em três pontos.

– 1) Quem era a vítima?

Os carros de luxo eram uma das marcas do empresário morto. Em sua coleção, estão uma McLaren, além de veículos como uma BMW, Maserati e Lamborghini. Ao portal de notícias G1, o delegado da Polícia Civil João Neves Netto afirmou que os itens apreendidos podem ajudar a traçar o perfil da vítima.

O empresário já tinha passagem criminal por estelionato e uma condenação na Justiça do Paraná por uma série de cheques sem fundos, no ano 2000. Ele dizia atuar no mercado de comércio exterior, mas usava nomes falsos. As investigações também trabalham com a hipótese de descobrir informações sobre a vítima que a própria família não conhecia.

Mas não eram só os carros que sobravam na residência da família, em Valinhos. Entre as oito armas apreendidas e confirmadas pela Secretaria de SSP-SP (Segurança Pública de São Paulo), estava um arsenal de guerra. Um fuzil calibre 556, uma carabina ponto 40, quatro pistolas e dois revólveres, de diferentes calibres, além de 15 carregadores estão em posse da polícia, segundo o portal Agora, e serão periciados.

Além disso, a SSP-SP informa que documentos e outros objetos encontrados na residência da família também foram apreendidos para investigação.

– 2) Qual é a situação do filho de 15 anos?

O filho do empresário, de 15 anos, foi o responsável pelos disparos que mataram o pai, segundo a polícia. O garoto confessou o crime e o caso foi registrado como ato infracional de homicídio e legítima defesa. Os agentes, no entanto, seguem investigando outras possibilidades e o garoto vai responder em liberdade. De acordo com a SSP-SP, o caso foi encaminhado à Vara da Infância e Juventude.

Na avaliação preliminar do delegado João Neves Netto, diz o Agora, as condutas relatadas indicam que o empresário praticava delitos de lesão corporal, ameaça e tentativa de homicídio, todos no âmbito da violência doméstica. Por essa razão e pelo depoimento das testemunhas, a hipótese mais forte até o momento é a de que o filho tenha cometido o crime por legítima defesa.

O delegado afirma também que a família vivia em um ambiente “extremamente desregrado, de muito atrito, muita violência doméstica”. Foi apurado pela polícia que não havia denúncias da mulher contra o empresário. Ela afirma, no entanto, que era coibida por ele para que não fizesse isso.

– 3) O que se sabe sobre o crime?

Em depoimento na delegacia, o filho e a esposa da vítima relataram que o empresário teria apontado uma arma de fogo na direção da cabeça dos dois na noite que antecedeu o crime. A informação é do portal Agora. O homem teria feito isso como uma ameaça de morte aos familiares, antes de deixar a casa.

Sua volta aconteceu na manhã de terça-feira, quando uma nova briga entre os três foi iniciada. A violência era maior com a mulher. Depois de tentarem deixar a casa, estimulados pelo empresário, mãe e filho teriam sido impedidos por suas ameaças, momento em que a vítima afirmou que mataria os dois.

O jovem de 15 anos afirmou também que usou uma das armas do pai para efetuar os disparos, após a briga. O empresário já havia agredido mãe e filho com uma barra de ferro e o medo do garoto era de que ele matasse os dois. Foram pelo menos três disparos, de acordo com a polícia, os dois últimos efetuados dentro de um dos carros, onde o filho suspeitava que estivesse outra das armas do homem, temendo que ele revidasse.

Em seguida, segundo o portal Agora, a segurança do condomínio interveio. O resgate chegou a ser acionado, mas a morte do empresário foi constatada no local. As informações são do jornal O Globo e do portal de notícias G1.

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