Quinta-feira, 25 de junho de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Economia Homem mais rico do Brasil e seus sócios vão colocar dinheiro nas Lojas Americanas para que a empresa continue “operando normalmente”

Compartilhe esta notícia:

Beto Sicupira, Jorge Paulo Lemann e Marcel Telles são acionistas de referência da empresa. (Foto: Divulgação)

A Americanas disse em nota nesta quinta-feira (19) que os acionistas de referência da empresa, Jorge Paulo Lemann (homem mais rico do Brasil, segundo a revista Forbes), Marcel Telles e Beto Sicupira, informaram ao presidente do Conselho de Administração que pretendem injetar recursos na rede varejista para “manter a liquidez da companhia em patamares que permitam o bom funcionamento da operação de todas as lojas, do seu canal digital, Americanas.com, da AME e suas coligadas”.

Nesta quinta, a Americanas deu entrada em seu pedido de recuperação judicial na 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro. No mesmo dia, a Justiça aceitou o pedido.

Na justificativa para a entrada do pedido, a empresa disse que o “potencial descumprimento de obrigações contratuais acessórias, previstas em vários dos contratos celebrados com seus credores, inclusive estrangeiros, tornou-se iminente o risco de declaração de vencimento antecipado e imediato da totalidade de suas bilionárias obrigações, seguido da ‘corrida pelos ativos’ das Requerentes”.

Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, antes de decretar a recuperação judicial, o Rotschild, novo assessor financeiro da companhia, voltou às reuniões com os bancos com a mesma proposta que Sérgio Rial havia tentado, sem sucesso, construir. Nela, Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira, os acionistas de referência, injetariam R$ 6 bilhões na companhia, e os bancos entrariam com outra parte, convertendo parte da dívida em ações.

Ainda assim, alguns dos envolvidos consideram que há uma saída viável para a empresa: uma injeção de ao menos R$ 15 bilhões pelos acionistas de referência. Um capital que só teria retorno no longuíssimo prazo, com a recuperação da credibilidade da companhia perante o mercado, fornecedores e sobretudo, clientes. Depois da injeção, viria uma renegociação com os credores, que seria difícil, mas viável. Sem isso, a empresa quebraria.

“Dado o pedido de recuperação judicial da empresa, a administração da Americanas vem a público informar que seguirá operando normalmente dentro das novas regras da recuperação judicial, cujo um dos objetivos principais é a própria manutenção de empregos, pagamento de impostos e a boa relação com seus fornecedores e credores e investidores de forma geral”, complementa a companhia em nota.

A Americanas também pediu o engajamento de todos os colaboradores e “principalmente dos fornecedores” com quem dizem ter relações históricas.

“A história da Americanas segue com determinação rumo a uma nova fase, com o compromisso com a sociedade e disposta a construir soluções que possam vir atender aos credores da empresa”, afirmou a companhia. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Economia

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Grupo de super-ricos de 13 países pede para pagar impostos maiores
Um em cada cinco habitantes da América Latina não pode pagar alimentação saudável
Pode te interessar