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Economia Um em cada cinco habitantes da América Latina não pode pagar alimentação saudável

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No Brasil, 28,9% da população passa por insegurança alimentar moderada ou severa. (Foto: Reprodução)

Um relatório da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) publicado na quarta-feira (18) revelou que 22,5% da população da América Latina e do Caribe não pode pagar por alimentos saudáveis – taxa de uma pessoa a cada cinco.

Em 2021, essa região tinha 56,5 milhões de pessoas afetadas pela fome. O contingente cresceu 13,2 milhões desde o início da pandemia de covid-19.

Os números do Brasil também são ruins:

– 28,9% da população passa por insegurança alimentar moderada ou severa;

– esse valor equivale 61,3 milhões de pessoas no total;

– 8,6 milhões de pessoas estão subnutridas.

“Esse problema está relacionado a diferentes indicadores socioeconômicos e nutricionais. O relatório apresenta uma clara relação entre a incapacidade de pagar uma dieta saudável e variáveis como o nível de renda de um país, a incidência de pobreza e o nível de desigualdade”, afirmou a FAO.

A associação também lembrou do Brasil ao pedir esforços para manter o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), projeto iniciado no governo primeiro governo Lula, em 2003.

O projeto foi esvaziado nos últimos anos e viu os repasses de alimentos caírem 76% de 2011 a 2021.

Visita oficial

Em outra frente, Mario Lubetkin, Vice-Diretor Geral e Representante Regional da FAO para a América Latina e o Caribe, realizou visita oficial ao Brasil entre os dias 1 e 4 de janeiro de 2023 para participar da cerimônia de troca de comando do Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva.

O Representante Regional da FAO manteve reuniões com o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, e outras 20 autoridades governamentais, entre elas os ministros Carlos Fávaro, da Agricultura; Wellington Dias, do Desenvolvimento Social; Camilo Santana, da Educação; e Paulo Teixeira, do Desenvolvimento Agrário; Maria Laura da Rocha, secretária-geral do Itamaraty, e o embaixador Ruy Pereira, diretor da Agência Brasileira de Cooperação (ABC).

Também encontrou com autoridades do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), membros da diretoria da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (CONTAG), com a coordenadora residente da ONU no Brasil, Silvia Rucks, e diversos parlamentares que trabalham com questões de segurança alimentar e desenvolvimento agrícola sustentável.

Nos encontros aconteceram trocas de opiniões sobre estratégias e possíveis ações de resposta à crise global de alimentos e seus impactos na região.

Além disso, durante sua visita, o Vice-Diretor Geral, Mario Lubtetkin, informou às novas autoridades sobre o atual processo de assistência técnica regional que a Organização oferece em termos de políticas e programas integrais de combate à fome e à má nutrição. As informações são do portal de notícias G1 e da FAO.

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