Sábado, 24 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 22 de novembro de 2016
Um homem foi preso em flagrante sob a acusação de atuar como falso médico. Ele trabalha em uma empresa de remoção de pacientes e participou do transporte por ambulância de uma mulher que tinha acabado de dar à luz gêmeos em uma maternidade em São Bernardo do Campo para outra unidade, em Santo André (ambos em SP). A mulher morreu em seguida. A polícia investiga se a morte da paciente teria relação com alguma atuação dele no atendimento na ambulância. Os recém-nascidos passam bem.
Segundo a polícia, Graziane Soares Pereira, 33 anos, se apresentava com o nome de Rafael e usava carimbos com o CRM (Conselho Regional de Medicina) com esse nome em seus prontuários.
Ele teria se formado médico na Bolívia mas não tem o diploma revalidado no Brasil. Seu nome não consta no registro do CRM. Ainda de acordo com a polícia, ele trabalha na empresa Seguro Remoções.
Segundo colegas de Pereira, ele tem a formação em medicina e estava fazendo as provas do Revalida, para validar seu diploma no Brasil.
A mulher, Vanessa Batista Fortunato, 29 anos, deu à luz na Maternidade Santa Helena, em São Bernardo de Campo. Ela teria tido complicações após o parto, quando precisou ser submetida a uma cirurgia de retirada do útero. Uma ambulância da empresa terceirizada foi chamada para fazer a remoção para outro hospital.
Depois de sair da ambulância, a paciente passou mal e morreu. Uma médica do hospital desconfiou do homem e chamou a polícia. Pereira foi preso em flagrante.
O caso será desmembrado. A polícia vai investigar o exercício ilegal da profissão e a morte suspeita da paciente. Segundo a perícia, ela morreu em decorrência de hemorragia interna. (AG)
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