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Brasil Horário de verão: debate ultrapassa a economia, diz ministro das Minas e Energia

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Alexandre Silveira menciona impactos da medida aos costumes da população.

Foto: Lula Marques/Agência Brasil
A conversa marcou a reaproximação dos dois políticos, que estavam com relações estremecidas desde o ano passado, quando o nome de Silveira passou a constar da lista de potenciais candidatos ao governo de Minas Gerais na eleição de 2026. (Foto: Lula Marques/ Agência Brasil)

Em entrevista ao canal GloboNews nesta sexta-feira (17), o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, defendeu a necessidade de um debate sobre uma volta do horário de verão que não leve em conta apenas a economia de energia. Ele chama a atenção, também, para os impactos da medida nos costumes da população.

Quando há horário de verão, os relógios são adiantados em uma hora para, supostamente, aproveitar o período de maior luminosidade no país entre os meses de outubro e fevereiro.

O horário de verão foi suspenso em 2019 pelo governo Jair Bolsonaro. Ao suspender o horário de verão, o governo afirmou que o adiantamento dos relógios em uma hora perdeu “razão de ser aplicado sob o ponto de vista do setor elétrico”, por conta de mudanças no padrão de consumo de energia e de avanços tecnológicos, que alteraram o pico de consumo de energia.

Já em 2023, a área técnica do governo Luiz Inácio Lula da Silva também avaliou que não havia necessidade de retomar a prática porque não haveria impacto significativo na geração e no consumo de energia.

“Eu vejo a discussão sem nenhum tabu. Eu defendo isso no governo, o horário de verão deve ser desatrelado da questão exclusivamente energética. O horário de verão tem outras repercussões”, afirmou Silveira.

Recentemente, a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) enviou uma carta a Lula pedindo a retomada do horário de verão e apontando impacto direto no faturamento dos bares e restaurantes, com alta estimada de 10% a 15%.

Esse efeito acontece porque, durante a vigência do horário de verão, “anoitece mais tarde”, o que, segundo os setores de turismo e atendimento, estimula os clientes a permanecer na rua por mais tempo e consumir mais.

“Há um impulso econômico em alguns setores. Então, eu tenho defendido junto ao MDIC, à Economia, que a gente possa olhar o horário de verão de uma forma mais holística, mais ampla. É importante para o Brasil, mesmo que nós tenhamos um momento de segurança energética como hoje, quando ela [a mudança nos relógios] impactar positivamente a economia”, afirmou Silveira.

“Tenho feito reiteradas reuniões afim de que, mesmo não tendo necessidade energética, se avalie no governo a possibilidade de estimular a economia com a possibilidade do horário de verão”, prosseguiu.

Horário de verão

O horário de verão foi instituído pela primeira vez em 1931, no governo de Getúlio Vargas. Mas só passou a ser adotado com constância a partir de 1985. A medida foi criada para aproveitar a iluminação natural durante o verão, quando os dias são mais longos e as noites mais curtas. Dessa forma, haveria economia de energia e redução do risco de apagões.

A decisão final cabe ao presidente da República, mas o Ministério de Minas e Energia é um dos órgãos que subsidiam o debate. A área técnica da pasta avaliou, este ano, que a situação dos reservatórios e a oferta de fontes renováveis são suficientes para garantir o fornecimento de energia. Além disso, entendeu que o comportamento de consumo mudou ao longo do tempo, tornando a medida menos eficaz.

A suspensão do horário de verão resistiu inclusive à crise hídrica de 2021. Na época, o governo chegou a estudar a retomada da política, solicitando um parecer do Operador Nacional do Sistema Elétrico.

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Juarez Fogliatto
18 de novembro de 2023 13:09

No meu entender e gosto, o horário de verão deve sumir das discussões e do eventual retorno. Causa grande transtorno biológico nas pessoas e não tem repercussão importante na economia. Bares são locais para desocupados, esses podem frequentá-los em qualquer horário! O trabalhador vai para casa, ao final da sua jornada.

Flavio Finardi
18 de novembro de 2023 13:23

“supostamente” aproveitar o período de maior luminosidade.
Afirmação correta, pois nunca ficou provado que tem alguma eficácia argumentada, beneficia alguns, nunca foi feito nenhum estudo, trata-se de uma decisão política, visto a carta da associação dos bares e restaurantes.
Falar em economia quando estudantes, trabalhadores tem que sair da cama uma hora mais cedo acender a luz, ligar o chuveiro, abrir a geladeira e acionar o fogão, escolas e indústrias iniciam suas atividades ainda no escuro.

Nana Mont
18 de novembro de 2023 18:38

Olá pessoal, venho aqui pedir que entre nesse link, não é virus e nem golpe,
como muitos pensam. se vc gosta de animais de estimação veja o meu pedido de ajuda.
é uma vakinha online… Por favor, Se não gosta de animais, não critique.

https://www.vakinha.com.br/4139006

Marlon Soares
18 de novembro de 2023 13:49

É isso aí , algum melhoramento nada apenas jogando pra torcida

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