Quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Porto Alegre

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Política Campanha de Lula avalia que crise no Supremo já prejudica presidente na eleição

Compartilhe esta notícia:

Nos bastidores, integrantes da campanha de Lula avaliam que o cenário considerado “menos pior” seria uma eventual confirmação de uma investigação sobre Moraes.

Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
Nos bastidores, integrantes da campanha de Lula avaliam que o cenário considerado “menos pior” seria uma eventual confirmação de uma investigação sobre Moraes. (Foto: Joédson Alves/Agência Brasil)

Integrantes da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avaliam que o petista não tem um cenário favorável no julgamento realizado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira (15), que discutiu os procedimentos relacionados ao ministro Alexandre de Moraes. Para o grupo, independentemente do desfecho da análise, a crise envolvendo integrantes da Corte já desviou a atenção da campanha eleitoral e prejudicou o debate sobre as propostas do presidente para a disputa de 2026.

O ministro Flávio Dino pediu vista durante a sessão, interrompendo a análise da questão de ordem que discutia se os procedimentos envolvendo Moraes e o ministro André Mendonça deveriam ser julgados conjuntamente. O presidente do STF, Edson Fachin, encerrou a sessão sem uma definição sobre a forma de tramitação dos casos.

Nos bastidores, integrantes da campanha de Lula avaliam que o cenário considerado “menos pior” seria uma eventual confirmação de uma investigação sobre Moraes a partir das informações relacionadas às mensagens trocadas pelo ministro com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. Na avaliação desse grupo, uma decisão desse tipo poderia ser utilizada pelo PT para sustentar a narrativa de que Lula mantém distância política do ministro do Supremo.

A avaliação é de que, caso a Corte decida em sentido contrário, a situação também poderá gerar desgaste para o presidente, diante da repercussão política da crise no STF. Por isso, segundo integrantes da campanha, Lula já teria sido prejudicado pelo episódio independentemente da decisão que vier a ser tomada pelos ministros.

A preocupação está relacionada principalmente ao impacto da crise sobre a campanha eleitoral. Segundo integrantes da equipe do presidente, a sucessão de conflitos entre ministros do Supremo passou a ocupar espaço no noticiário e nas redes sociais que poderia ser utilizado pela campanha para apresentar propostas e discutir temas relacionados ao programa de governo.

Durante a sessão, a ministra Cármen Lúcia também fez uma avaliação sobre a repercussão da crise institucional no Supremo e afirmou que o episódio chegou ao cotidiano da população às vésperas das eleições.

“O povo brasileiro deveria estar focado em ver a eleição geral, mas o único assunto que eu via nas farmácias, na padaria, nos telejornais, o assunto era sempre o que estava acontecendo aqui”, afirmou a ministra, referindo-se ao STF.

A declaração ocorreu em meio a uma sessão marcada por divergências entre os ministros. Cármen Lúcia afirmou estar constrangida com o ambiente no plenário e pediu desculpas à população brasileira pelo clima registrado durante o julgamento.

A discussão desta terça-feira (15) teve como ponto de partida uma questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes para que os procedimentos relacionados a Moraes e Mendonça fossem analisados conjuntamente. O debate envolve informações obtidas pela Polícia Federal no celular de Vorcaro e procedimentos relacionados à atuação dos dois ministros.

A sessão também foi marcada por um bate-boca entre Gilmar Mendes e André Mendonça. Durante a discussão, Gilmar disse a Mendonça “pode chorar”. O ministro respondeu: “Não estou chorando, não. Aqui não tem choro, não. Respeite!”. O episódio ocorreu durante uma manifestação de Mendonça sobre um encontro entre Vorcaro e o procurador-geral da República, Paulo Gonet.

A discussão precisou ser interrompida e ocorreu em meio a outras divergências entre os ministros sobre a condução dos procedimentos. Flávio Dino também criticou o ambiente da sessão antes de pedir vista.

A votação sobre a reunião dos casos chegou inicialmente a 4 a 3 a favor da análise conjunta, mas o pedido de vista de Dino retirou o voto do ministro da contagem formal. Cármen Lúcia posteriormente antecipou seu voto pela separação dos procedimentos, deixando o placar formal em 4 a 3 pela tramitação separada.

Com o pedido de vista, o STF não concluiu a análise da questão de ordem. A definição sobre a forma de julgamento dos procedimentos deverá ser retomada posteriormente.

Para a campanha de Lula, entretanto, o efeito político do episódio já ocorreu. A avaliação interna é de que a crise no Supremo passou a ocupar parte relevante do debate público justamente durante o período eleitoral, reduzindo o espaço para a discussão de propostas e para a apresentação da agenda do presidente.

 

(Com informações do jornal O Estado de S.Paulo)

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Política

Deixe seu comentário

Verificação de Email - você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!

8 Comentários
mais recentes
mais antigos Mais votado
Eloa Guten não falei isso antes, porque não q
15 de setembro de 2026 23:54

O povo não pode ser bobo era isso que o idiota do André Mendonça, queria, tomara que ele vá, para rua!

Caio Azevedo
15 de setembro de 2026 23:20

Zé pilantra é xanderlene, xandrlene é Zé pilantras..

vanderlei stefani
15 de setembro de 2026 23:16

Cadê os 130 milhões Flávio rachadinha?
“Cortina de fumaça”… ninguém fala mais no caso do Flávio Bolsonaro com o Banco Master… objetivo alcançado!🤷‍♂️

vanderlei stefani
15 de setembro de 2026 22:54

Pensando bem…
…LLLL ♥️♥️♥️♥️

roque
15 de setembro de 2026 20:30

E não prejudica o Flávio rachadinha, chocolate, Vorcaro, milicianos,?

E não prejudica o Flávio rachadinha, chocolate, Vorcaro, milicianos,?

E não prejudica o Flávio rachadinha, chocolate, Vorcaro, milicianos,?


MIRO
15 de setembro de 2026 21:31
Responder para  roque

Diagmostico: Intestino vazou….merda inundou a cabeça…

SOLDADO DO CRIME ORGANIZADO , FOI DETECTADO…

MIRO
15 de setembro de 2026 19:54

PRONTO….AGRO , DESTRUIDO…..TENTARAM FAZER ISSO NO PASSADO..

Bancos entram no negócio de fazendas após calote no agro
Diário do Centro do Mundo
https://www.diariodocentrodomundo.com.br › essencial
há 2 dias — Inadimplência rural de R$ 48 bilhões leva bancos a retomar fazendas e criar estruturas para administrar terras dadas como garantia.

Na década de 1960, o presidente que tentou expropriar (desapropriar) terras para realizar a reforma agrária foi João Goulart, também conhecido como Jango…

MIRO
15 de setembro de 2026 19:48

MAIS PROVAS DO PORQUE O LADRÃO , PROTEGE O MASTER E OS TRAFICANTES
Fundo que comprou Master para Vorcaro teria usado …
https://www.brasildefato.com.br › Categoria: Brasil
9 de mar. de 2026 — O narcotraficante espanhol Oliver Ortiz de Zarate Martin foi um dos investidores por trás da operação de compra do Banco Master….

“Pode chorar”, diz o ministro Gilmar Mendes ao seu colega André Mendonça, que rebate: “Aqui não tem choro, não”
Ministra Cármen Lúcia diz estar em “profunda consternação e tristeza” com crise no Supremo e pede desculpas aos brasileiros
Pode te interessar
8
0
Adoraria saber sua opinião, comente.x