Quinta-feira, 28 de Maio de 2020

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Porto Alegre O segmento de hotelaria de Porto Alegre sente os impactos das medidas de combate ao coronavírus

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Foi decretado estado de calamidade pública pelo governo estadual e os efeitos econômicos da medida no setor hoteleiro já aparecem

Foto: Reprodução
Alguns estabelecimentos já estão com apenas 2% de ocupação. (Foto: Divulgação/Hotel Praça da Matriz)

Em meio a um cenário global de combate à expansão da pandemia de coronavírus, uma série de empresas e ramos de atuação já sentem em Porto Alegre os desdobramentos das medidas restritivas em âmbito municipal e estadual, a exemplo dos decretos de calamidade pública que atingem diretamente o funcionamento de uma série de atividades econômicas. Com o segmento hoteleiro não é diferente.

De acordo com um levantamento realizado sob encomenda da direção do SHPOA  (Sindicato de Hotéis de Porto Alegre), estabelecimentos da capital gaúcha chegam a registrar uma taxa de ocupação de apenas 2%, algo praticamente inimaginável até pouco tempo atrás. A entidade acrescenta que algumas empresas estão aguardando apenas que os atuais hóspedes façam o “check-out” para então suspender as atividades.

“Decretar calamidade pública era inevitável”, concorda o presidente do SHPOA, Carlos Henrique Schmidt. “Diante de situações drásticas, precisamos de medidas urgentes para que possamos vencer esse período. No entanto, os impactos ao segmento hoteleiro são preocupantes. O momento exige muita resiliência por parte dos gestores para que, após toda essa turbulência, possamos nos reestruturar.”

Foram entrevistados os responsáveis por 12 estabelecimentos de diferentes bairros de Porto Alegre. A mesma pesquisa também aponta que alguns hotéis da cidade estão indicando hóspedes, uns para os outros, a fim de agilizar o processo de suspensão de atividades.

No empreendimento que possui a taxa de ocupação mais alta (cerca de 30%), a solução encontrada momentaneamente para enfrentar a crise econômica foi a implementação de tarifas especiais. “Alguns hotéis estão fazendo preços promocionais para sobreviver durante esse período, outros estão suspendendo as atividades”, corrobora o dirigente.

Schmidt avalia que o momento é bastante delicado e exigirá altas doses de criatividade e dedicação por parte dos empresários do segmento: “Alguns estão oferecendo, inclusive, preços especiais para os profissionais da área da saúde. Mesmo durante uma crise como esta, ter consciência social é vital.

Realismo e otimismo

Por fim, ele manifesta uma combinação de realismo com otimismo, necessária para seguir em frente, e faz um apelo aos consumidores: “O nosso turismo está sentindo tudo isso na raiz, por esse motivo pedimos que as pessoas não cancelem as suas viagens. Apenas as transfiram, pois a situação irá melhorar”.

(Marcello Campos)

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