Terça-feira, 19 de maio de 2026

Porto Alegre
Porto Alegre, BR
11°
Cloudy

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Geral IBGE confirma: está faltando homem no Brasil. Entenda por que isso acontece

Compartilhe esta notícia:

Segundo novos números do IBGE, existem 95 homens para cada 100 mulheres no Brasil. (Foto: Wilson Dias/ABr)

Está faltando homem mesmo; a queixa recorrente das mulheres, sobretudo daquelas com mais de 40 anos, tem o respaldo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo novos números da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua 2025, divulgados nessa sexta-feira (17), existem 95 homens para cada 100 mulheres no País.

Dependendo do Estado e da faixa etária a situação se agrava. No Rio de Janeiro, por exemplo, na faixa com mais de 60 anos, são apenas 70 homens para 100 mulheres. E em São Paulo não é muito diferente: na mesma faixa são 76 para 100.

Os números do último Censo mostraram que, em 2022, a população brasileira era formada por 104.548.325 mulheres e 98.532.431 homens – cerca de 6 milhões de mulheres a mais. Segundo os demógrafos, as chamadas causas externas, como acidentes graves e violência urbana, que vitimam muito mais homens, e o fato de as mulheres cuidarem mais da saúde explicam essa diferença.

O fenômeno não é recente. A série histórica da PNAD mostra que, em 2012, a população residente do País era formada de 48,9% de homens e 51,1% de mulheres. A proporção se manteve até 2018. Em 2019 houve uma ligeira alteração, passando para 48,8% e 51,2%. Até 2024, as porcentagens se mantiveram.

Por razões biológicas, em todo o mundo nascem de 3% a 5% mais homens do que mulheres. No Brasil, essa proporção se mantém até os 24 anos, quando a população feminina ultrapassa a masculina.

Isso acontece porque entre os adultos jovens são registradas muito mais mortes de homens do que mulheres. Essas mortes estão relacionadas às causas não naturais, ou seja, violência e acidentes.

Por outro lado, a expectativa de vida das mulheres é sempre maior do que a dos homens globalmente. Isso é atribuído ao fato de as mulheres se cuidarem mais, se alimentarem melhor e frequentarem mais os médicos. Por isso, na faixa etária acima dos 60 anos, é comum o número de mulheres ser mais elevado.

Com a transição demográfica brasileira – envelhecimento da população e redução dos nascimentos -, essa diferença fica ainda mais evidente.

A tendência se repete em todas as regiões e, praticamente, em todos os Estados do País, segundo a PNAD. As únicas exceções são Tocantins, onde são 105,5 homens para 100 mulheres, Mato Grosso, com 101,1, e Santa Catarina, onde são 100,2 homens para 100 mulheres.

Do ponto de vista regional, o tipo de oferta de trabalho pode elevar a proporção de homens, como em lugares com atividades com a mineração e o agronegócio.

A notícia sobre a diferença do tamanho das populações conforme o gênero não é necessariamente ruim para as mulheres. Segundo estudo do professor de Ciência Comportamental da London School of Economics Paul Dolan, as mulheres solteiras e sem filhos tendem a ser mais felizes e saudáveis do que as casadas.

De acordo com o pesquisador, os homens se beneficiam muito mais com o casamento, porque passam a se cuidar melhor, se alimentar de forma mais saudável e ter apoio emocional. As mulheres, por sua vez, ficam mais sobrecarregadas. É comum que elas precisem acumular obrigações profissionais e domésticas, como a casa e os filhos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Geral

Deixe seu comentário

Verificação de Email - você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!

0 Comentários
mais recentes
mais antigos Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários
Piso do magistério deve ser aplicado também para professores temporários
População que mora sozinha mais que dobra no Brasil desde 2012 e chega a 15,6 milhões de pessoas
Pode te interessar
0
Adoraria saber sua opinião, comente.x