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Mundo Igreja na Itália lança investigação independente sobre pedofilia

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O papa Francisco está na linha de frente na luta contra os abusos sexuais praticados por padres.

Foto: Reprodução
O papa Francisco está na linha de frente na luta contra os abusos sexuais praticados por padres. (Foto: Reprodução)

A Conferência Episcopal Italiana (CEI) e seu novo presidente, o cardeal Matteo Zuppi, anunciaram nesta sexta-feira (27) a abertura de uma investigação independente sobre pedofilia dentro da Igreja na Itália pela primeira vez em sua história.

A decisão é tomada após várias igrejas ao redor do mundo criarem estudos desse tipo para combater os casos de abuso sexual envolvendo sacerdotes.

Em entrevista coletiva, Zuppi explicou que “dois institutos universitários de criminologia e vitimologia” estão trabalhando na investigação. Um primeiro relatório sobre os resultados da pesquisa será divulgado pela Igreja até 18 de novembro, ou seja, em pouco menos de seis meses.

O estudo “será em colaboração com institutos de investigação independentes, o que permitirá um conhecimento mais profundo e objetivo” do fenômeno, afirmou a CEI em nota.

O cardeal, por sua vez, não especificou há quanto tempo as duas universidades trabalham e quais dados têm acesso. A expectativa é de que as informações serão fornecidas pela Congregação da Doutrina da Fé, entidade do Vaticano responsável pelas denúncias de abusos na Igreja católica.

A investigação abrangerá apenas casos ocorridos nos últimos 20 anos, de 2000 a 2021. Segundo Zuppi, não parece correto “julgar com os critérios de hoje coisas de 80 anos atrás”, e que os casos mais recentes dizem respeito a membros ainda dentro da Igreja, sugerindo que os responsáveis poderiam receber alguma punição.

“O pensamento é sempre para as vítimas, a sua dor é a primeira preocupação”, disse o novo presidente da CEI, na coletiva de imprensa. “A Igreja está do lado das vítimas.”

A possibilidade de Zuppi iniciar uma investigação sobre casos de pedofilia na Igreja já havia sido cogitada antes mesmo de sua nomeação pelo papa Francisco, principalmente por ser conhecido por suas posições progressistas.

Zuppi tem 66 anos, nasceu e trabalhou em Roma e sempre esteve muito próximo da Comunidade de Sant’Egidio, uma das associações católicas italianas mais populares e influentes, que está envolvida na luta contra a pobreza.

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