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Mundo Imigrantes evitam ser identificados em acampamento provisório na França, para manter as chances de viverem no Reino Unido

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A identificação de imigrantes no centro de acolhimento provisório da França em Calais, Norte do país, tem sido motivo de conflito. De um lado, refugiados e entidades de ajuda humanitária. De outro, os governos francês e britânico. O motivo é a criação de fichas com a identidade dos estrangeiros, medida considerada como uma “armadilha” da União Europeia para acabar com o sonho do refúgio no Reino Unido.

Pelas regras vigentes desde 2013, o imigrante deve pedir asilo no país de entrada do continente. Se a informação é desconhecida, vale como referência o território em que ele for identificado pela primeira vez – as informações coletadas vão para uma base de dados digital. Muitos dos 1,3 mil acampados em Calais deixaram as suas impressões digitais pela primeira vez na França, não no Reino Unido, fato que acaba com o “sonho britânico”.

A informação se espalhou entre os imigrantes, fazendo com que a maior parte dos sírios, iraquianos, afegãos, eritreus e iranianos não aceitem a transferência para Calais, mesmo que o local ofereça maior conforto, saúde e higiene. (AG)

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