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Economia Importações despencam e balança comercial tem novo superávit em julho

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Mudanças por decreto na regulamentação portuária no País são um pedido das associações do setor para tentar agilizar investimentos (Foto: Ana Carolina Fernandes/Folhapress)

A balança comercial brasileira voltou a registrar superávit (diferença positiva entre receita e despesa) neste ano, com exportações e importações nos menores níveis desde 2010. Em julho, as exportações superaram as importações em 2,38 bilhões de dólares. É o quinto mês seguido de superávit.

No acumulado do ano, o País está superavitário em 4,6 bilhões de dólares no comércio exterior. No mesmo período de 2014, foi registrado um déficit de quase 1 bilhão de dólares, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. As importações caíram 25% em julho deste ano em relação ao mês em 2014. As exportações recuaram 20%.

No ano, as vendas ao exterior somam 112,9 bilhões de dólares, queda de 15,5% em relação ao mesmo período de 2014. As importações, de 108,3 bilhões de dólares, recuaram 19,5%. A pasta prevê um saldo comercial positivo entre 8 bilhões de dólares e 10 bilhões de dólares.

Preços

A queda nas exportações tem sido determinada pela redução de preços no mercado externo. A quantidade de produtos embarcados aumentou 7% nesses sete meses, mas o valor vendido caiu 21%. Nas importações, preços e quantidade recuaram cerca de 10%. Minério de ferro, complexo da soja e petróleo e derivados representam 79% da queda no valor exportado, movimento causado pela redução de preços. O preço do minério de ferro caiu quase 50% no ano. Petróleo e soja, cerca de 20%.

Houve queda de 29% nas exportações de petróleo e derivados. Apesar do aumento na quantidade, houve redução de preços. Nas importações, valores e quantidade comprada caíram.

Câmbio

O ministério informou que ainda não é possível mensurar o quanto dos resultados está relacionado à questão cambial. A queda nas importações está ligada, principalmente, à atividade econômica mais fraca no País, de acordo com a pasta.

As exportações também têm sido determinadas como cotações internacionais e queda na demanda em parceiros comerciais importantes. “Vemos relatos pontuais [sobre efeito câmbio nas importações e exportações]. O que tem de mais imediato é ajudar na receita em real dos setores que estão perdendo com preços”, afirmou o diretor de estatísticas e apoio à Exportação da Secretaria de Comércio Exterior, Herlon Brandão. (Folhapress)

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